Um terço utilizadores smartphones EUA usa «messaging apps»

Publicado em 25/08/2015 23:14 em Internet

Mais de um terço (36%) dos utilizadores de smartphones nos Estados Unidos usam aplicações de serviços de «messaging» e 17% usam aplicações que eliminam automaticamente as mensagens depois de lidas, segundo um relatório do Ponemon Institute.

O estudo, produzido com base em 1907 entrevistas telefónicas a maiores de 18 anos realizadas em Março e Abril de 2015, conclui também que o Facebook é a rede social com mais aderentes mas que entre 2012 e 2015 o número de subscritores quase não cresceu, ao contrário de outras redes.

O inquérito revela que 85% dos norte-americanos maiores de 18 anos são utilizadores de Internet e mais de dois terços (67%) utilizam smartphone.

Em relação às «messaging apps» o Ponemon Institute destaca que estas são particularmente populares entre os jovens adultos, já que na faixa etária dos 18 aos 29 anos quase metade (49%) dos possuidores de smartphones as utilizam, enquanto 41% usam apps que apagam automaticamente as mensagens enviadas, como a Snapchat ou a Wickr.

O estudo indica que 37% dos homens e 36% das mulheres usam «messaging apps» e que 18% das mulheres e 17% dos homens optam por aplicações que apagam as mensagens lidas, que o uso de ambas diminui com o aumento da idade e aumenta com a escolaridade e que são muito mais utilizadas nos meios urbanos do que nos rurais.

O estudo revela que 15% dos maiores de 18 anos nos Estados Unidos participam em fóruns de discussão online, com maior incidência nos homens (20%) do que nas mulheres (11%), variando entre 23% nos mais jovens e 8% nos que têm 65 ou mais anos e mais expressão na população urbana (19%) do que na suburbana (14%) e na rural (10%).

A rede social mais popular nos Estados Unidos é o Facebook, com 72% dos adultos com Internet a utilizarem-na (eram 67% em 2012),um crescimento não muito significativo, observa o Ponemon Institute.

Outras redes sociais, como o Pintrest e o Instagram tiveram crescimentos expressivos entre 2012 e 2015. O Pintrest mais do que duplicou os utilizadores, passando de 15% para 31% naquele período, o mesmo acontecendo com o Instagram, que passou de 13% para 28%.

O LinkedIn aumentou de 20% em 2012 para 25% dos internautas em 2015 o número de utilizadores nos Estados Unidos e o Twitter de 16% para 23%, segundo o inquérito.

O estudo revela que dois terços (66%) dos homens e 78% das mulheres que usam Internet têm conta no Facebook, que a adesão a esta rede social diminui com a idade (82% entre os mais jovens, 48% entre os maiores de 65 anos) e maior incidência nas zonas urbanas (74%) e suburbanas (72%) do que nas rurais (67%).

O Pintrest é utilizado por 31% dos norte-americanos inquiridos que utilizam Internet, mas com clara predominância das mulheres (44%) comparando com 16% dos homens. Dos 18 aos 49 anos há mais de 36% de inquiridos na rede social, baixando claramente a partir dos 50 anos até aos 16% dos maiores de 65 anos.

Segundo o estudo, o Pintrest tem, menos adesão nos meios urbanos (26%) do que nos suburbanos (34%) e rurais (31%).

O Instagram, propriedade do Facebook, tem uma utilização de 28% dos internautas, que sobe para 31% entre as mulheres e se reduz para 24% entre os homens, e que é máxima nos 18 aos 29 anos (55%) e mínima acima dos 65 anos (4%), com uma tendência decrescente com a idade. Atinge o máximo de 32% nos meios urbanos, reduz se para 28% nos suburbanos e apenas conta com 18% nos rurais.

O LinkedIn, geralmente considerado como uma rede social mais profissional, tem claramente características distintivas.

O uso por mulheres (25%) e homens (26%) é muito aproximado, as faixas etárias que mais o utilizam são os 30 aos 49 anos (32% dos internautas inquiridos) e 50 aos 64 anos (26%), tem utilização máxima entre os que têm pelo menos licenciatura (41%), atingindo 25% nos que têm frequência universitária mas baixando para 9% entre os que têm ensino secundário ou menos.

Os utilizadores de Linkedin aumentam em função do rendimento, desde 17% entre os que têm um rendimento até 30 mil dólares por ano e chegando a um máximo de 41% nos rendimentos acima de 75 mil dólares e reduzem-se dos meios urbanos (30%) para os suburbanos (26%) e rurais (12%). Entre os internautas empregados tem 32% de utilizadores mas entre os que não têm emprego apenas 14% estão no LinkedIn.

O Twitter é o único em que a percentagem dos utilizadores masculinos inquiridos (25%) é claramente superior ao de mulheres (21%), tem percentagens de utilizadores que diminuem com a idade (32% entre os mais novos, 6% entre os mais velhos), tem uma adesão que aumenta com a escolaridade e é mais utilizado nos meios urbanos dos Estados Unidos (30%) do que nos suburbanos (21%) e rurais (15%).

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