Receitas da Microsoft sobem, lucros caem no ano fiscal 2015

Publicado em 23/07/2015 22:35 em Geral

A Microsoft anunciou que as suas receitas subiram 7,8%, para 93 580 milhões de dólares (85 177 milhões de euros) no ano fiscal de 2015, terminado a 30 de Junho.

Em comunicado de resultados, a multinacional de software indica que teve lucros de 12 193 milhões de dólares (11 098 milhões de euros) no ano fiscal 2015, uma redução de 44,8% face ao exercício anterior, e que os resultados operacionais ficaram em 18 161 milhões de dólares (16 528 milhões de euros), em queda de 34,6%.

No exercício fiscal 2015 a Microsoft investiu 12 046 milhões de dólares (10 964 milhões de euros) em investigação e desenvolvimento (I&D), um acréscimo homólogo de 5,8%.

Relativamente ao quarto trimestre fiscal, a gigante de software indica que o reforço do dólar teve um impacto significativo nos resultados, com as receitas trimestrais a ficarem em 23 382 milhões de dólares (21 285 milhões de euros) e os lucros em 6 482 milhões de dólares (5900 milhões de euros).

Satya Nadella, presidente executivo (CEO) da companhia, citado no comunicado, diz que a estratégia de aposta em áreas onde a Microsoft tem maior diferenciação, como os tablets Surface, a consola Xbox, o motor de busca Bing, e os softwares Office 365, Windows Azure ou Dynamics CRM online resultou e que todos aqueles segmentos apresentaram crescimentos a dois dígitos.

A Microsoft indica que as receitas de licenciamento do Windows a fabricantes caíram 22%, comparando com um período influenciado positivamente pelo fim do suporte ao XP, as receitas de vendas dos tablets Surface subiram 117%, para 888 milhões de dólares, as receitas com a consola Xbox subiram 27% e o número de consumidores subscritores do Office 361 atingiu 15,2 milhões, com quase 3 milhões de novos subscritores no quarto trimestre.

Acrescenta que as receitas comerciais da «cloud» (nuvem) cresceram 88% (96% a taxa de câmbio constante) no último trimestre do ano fiscal de 2015, os produtos e serviços de servidores cresceram 4% (9% a câmbio constante) e as receitas do Microsoft Dynamics aumentaram 6% (15% corrigidos de variações cambiais), com a base instalada de Dynamics CRM online a multiplicar-se por quase por duas vezes e meia.

A facturação dos produtos e serviços do Office Commercial baixou 4%.

As receitas de Windows Phone, caíram 68% em resultado da compra no ano passado da divisão de telemóveis da Nokia e da consequente redução de royalties recebidos.

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