Ministério Público investiga negócios da PT

Publicado em 21/07/2015 20:13 em Destaques

A Procuradoria-geral da República (PGR) reconheceu hoje que tem em curso investigações relacionadas com a PT mas indica que estão em segredo de justiça.

Num esclarecimento escrito hoje distribuído, a PGR garante que «no âmbito destas investigações e de outras que venham a revelar-se pertinentes, o Ministério Público não deixa de investigar todos os factos com relevância criminal que cheguem ao seu conhecimento».

Embora não ligue directamente as duas questões, o esclarecimento aborda também a operação «Lava Jato», uma investigação anti-corrupção em curso no Brasil e que envolverá José Dirceu, muito ligado a Lula da Silva, e que poderá afectar directamente o ex-presidente brasileiro.

A PGR indica que recebeu das autoridades brasileiras uma carta rogatória com um pedido de cooperação judiciária internacional, que se insere no âmbito da operação «Lava Jato».

Precisa que remeteu esse pedido para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) mas o objecto da carta rogatória e as diligências realizadas ou a realizar não podem ser divulgadas por estarem em segredo de justiça.

O jornal Público de hoje, num texto de Cristina Ferreira, avança que o Ministério Público investiga o negócio de 7,5 mil milhões de euros que envolveu a venda da participação da PT na sociedade que controlava a brasileira Vivo ao operador histórico Telefonica e posterior compra de capital do operador brasileiro Oi.

A venda da participação da PT na brasileira Vivo foi inicialmente vetada por iniciativa do governo liderado por José Sócrates, numa altura em que o Estado português detinha uma «Golden Share» (percentagem do capital com direitos especiais) na Portugal Telecom.

Acrescenta que na concretização daquele negócio interveio José Dirceu, também atingido pela investigação ao caso Mensalão.

O jornal português afirma que poderão estar na origem das averiguações «suspeitas de benefícios financeiros, no valor de várias dezenas de milhões de euros, concedidos a governantes, accionistas e quadros de topo das operadoras».

O jornal afirma que as informações que recolheu «apontam para movimentos de verbas ‘extra’ que podem ter rondado os 200 milhões de euros».

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