Europeus delegam memorização nos dispositivos digitais

Europeus delegam memorização nos dispositivos digitaisPublicado em 06/07/2015 00:06 em Destaques

Um estudo da firma de segurança informática Kaspersky afirma que os europeus delegam em dispositivos digitais a responsabilidade de memorizar informação importante neles armazenada.

Em comunicado, a Kaspersky indica que metade dos europeus, ainda que seja capaz de recordar o telefone da casa da família onde vivia aos 10/15 anos, não decorou os números de telefone dos filhos, do escritório ou mesmo do cônjuge, confiando essa tarefa ao seu telemóvel.

A companhia russa precisa que 53% dos cidadãos europeus com telemóvel e ligados à Internet não sabe de cor os contactos telefónicos dos seus filhos, 90% não memorizou o número da escola dos filhos, 51% o número de contacto do seu local de trabalho e um terço não decorou o número de telefone do seu parceiro.

No entanto, cerca de quatro em cada 10 lembra-se do número de telefone da casa onde residia quando tinha entre 10 e 15 anos, acrescenta.

A Kaspersky observa que o «efeito Google», isto é, a tendência para não memorizar informação a que podemos ter acesso na Internet, tem vindo a aumentar à medida que os dispositivos móveis têm mais capacidade e neles se coloca cada vez mais informação importante, nomeadamente pessoal.

A firma de segurança informática russa inquiriu 6 mil utilizadores de dispositivos digitais maiores de 16 anos em seis países.

Entre os consumidores mais jovens (16 a 24 anos) 43% afirmaram que o seu smartphone tem quase tudo aquilo que precisam de saber ou que necessitam de recordar.

A Kaspersky, que denomina o fenómeno como «amnésia digital», afirma que o inquérito evidenciou a existência dessa situação em todos os grupos etários e com igual incidência em mulheres e homens.

O estudo indica que a perda ou roubo dos dispositivos digitais e/ou dos seus conteúdos afectaria profundamente muito utilizadores, sendo essa a resposta de quatro em cada 10 mulheres e de igual percentagem dos jovens até 24 anos, que confessaram que ficariam «em pânico» por ser esse o único local onde guardam imagens e contactos.

Apesar disso, só pouco mais de um terço (36%) instala software de segurança nos seus smartphones e só menos de um quarto (23%) o faz nos tablets, diz a Kaspersky.

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