Quase 5% dos computadores portugueses infectados

Publicado em 03/06/2015 22:35 em Segurança Informática

A companhia de segurança informática ESET estima que quase 5 em 100 computadores portugueses (mais de 4,6%) estavam infectados em Maio, um valor muito superior ao de outros países desenvolvidos.

Em comunicado, a ESET admite que a percentagem de computadores infectados nos Estados Unidos ficava-se pelos 2,5% em Maio, observando que Portugal está também um pouco pior do que a Espanha, onde a percentagem de PC infectados foi estimada em 4,25% no mês passado.

O estudo daquela companhia de segurança informática aponta para que o Afeganistão tenha o pior indicador do mundo, com quase um quarto (24,26%) dos computadores infectados naquele país.

A ESET adianta que o malware mais detectado nos computadores portugueses é o Win32/Adware.MultiPlug, que vem frequentemente com programas gratuitos e é instalado inadvertidamente pelo próprio utilizador.

Observa que o Win32/Adware.MultiPluginstala-se como um plugin nos navegadores mais usados, como o Internet Explorer, Chrome ou Firefox, e é praticamente impossível de remover sem recurso a ferramentas especiais.

A ESET indica que aquele adware, que surgiu em Novembro de 2014, recolhe informação sensível quando o utilizador navega em determinados sítios Internet, incluindo detecção de palavras chave introduzidas, faz surgir publicidade específica e redirecciona o utilizador para determinados sítios de comércio electrónico.

A ESET afirma que os utilizadores podem usar um «scanner» online da empresa, disponível no endereço electrónico www.virusradar.com/en/tools/online, para verificar se aquele malware está presente e removê-lo.

A ESET anunciou também que descobriu um cavalo de Tróia numa aplicação móvel maliciosa para Android que executa «fraude por click».

Disfarçado como uma popular aplicação, a «Dubsmash», o cavalo de Tróia «porn clicker» está de volta á loja online Google Play depois de ter sido retirado de lá há cerca de um mês.

A ESET estima que esta aplicação maliciosa, que ataca quase exclusivamente dispositivos Android que não tenham instalado um software de segurança, já foi descarregada mais de 100 mil vezes.

Lukas Stefanko, investigador da ESET, diz que o malware se liga a hiperligações de sítios porno, que são carregados a cada 60 segundos para uma janela invisível, resultando em facturas elevadas para os utilizadores afectados.

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