WeDo aposta em novos sectores através de canal indirecto

Publicado em 21/05/2015 22:21 em Software

A tecnológica portuguesa WeDo, do grupo Sonaecom, vai apostar em novos sectores de actividade com software «Enterprise Business Assurance», através de canal indirecto, por parceiros certificados, mantendo o canal directo apenas para as telecomunicações.

Em declarações hoje ao «Falar de Economia e Tecnologia» à margem do WeDo Technologies Worldwide User Group, a decorrer em Lisboa de quarta a sexta-feira, o presidente executivo (CEO) da companhia, Rui Paiva, afirmou que a aposta será no imediato nos sectores da saúde, «utilities» (serviços públicos como energia ou água), retalho e seguros.

Rui Paiva assinalou que um alargamento futuro a novos sectores dependerá da iniciativa dos parceiros, mas à partida dois parecem mais prováveis: a banca e o sector público.

Sublinhou que o canal indirecto, que nunca tinha sido usado até agora, é a grande alteração na estratégia daquela tecnológica do grupo Sonae.

Indicou que a tecnológica está actualmente no processo de escolha e certificação dos parceiros, que tipicamente são grandes consultoras internacionais que possam assegurar a implementação das soluções da WeDo em todo o mundo.

O CEO da WeDo precisou que as soluções «Enterprise Business Assurance» abrangem todos os processos relevantes das organizações susceptíveis de causar riscos de redução de receitas ou aumentos de custos.

A WeDo é líder mundial de soluções de «revenue assurance» para o sector de telecomunicações, tendo como clientes quase 200 operadores de telecomunicações de mais de 90 países.

Rui Paiva revelou que no ano passado a WeDo conseguiu 20 novos clientes na área das telecomunicações e nos primeiros meses de 2015 mais uma dezena e previu que, apesar de já ser o líder mundial em soluções informáticas para evitar perdas de receitas e fraudes nos operadores, o negócio da tecnológica portuguesa tem margem para continuar a crescer naquele sector.

Por um lado, havendo sete centenas de operadores em todo o mundo, a WeDo poderá pelo menos duplicar o número de clientes e, por outro, há a perspectiva de alargar o âmbito da plataforma de software da WeDo a outros processos do negócio, observou o presidente executivo da companhia.

Em relação ao WeDo Technologies Worldwide User Group, Rui Paiva destacou a participação de quatro centenas de pessoas de quase meia centena de países, sobretudo de clientes da empresa, e indicou que a WeDo nunca tinha organizado uma iniciativa tão grande, com quase o dobro da participação verificada na última.

Considerou que esta organização dá a imagem de que a WeDo é uma empresa com futuro e confere-lhe credibilidade, o que é muito relevante numa empresa de tecnologias portuguesa, que não é americana.

A tecnológica portuguesa tem empresas filiais em 11 países estrangeiros, com dois escritórios nos Estados Unidos e três no Brasil, e emprega cerca de 550 trabalhadores, sendo a tendência para o crescimento do emprego na área de produção de software e de manutenção do número de postos de trabalho nos serviços, onde passa a contar também com empresas parceiras, indicou.

Rui Paiva assinalou que a WeDo facturou 63 milhões de euros no ano passado e que nos quatro primeiros meses de 2015 teve um crescimento homólogo de receitas de 10%.

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