Oracle aposta na tecnologia de empresas em tempo real

Publicado em 28/04/2015 23:48 em Empresas

A Oracle aposta no apoio ao desenho de plataformas de tecnologias da informação (TI) que sustentem a adopção pelos seus clientes de uma estratégia de empresa em tempo real, que permita a simplificação e agilização dos processos de negócio, revelaram responsáveis da multinacional em Portugal.

Hugo Abreu, director-geral, e Fernando Dias, director da Oracle Portugal, adiantaram que esta estratégia está relacionada com a procura de melhorias na agilidade do negócio, na eficiência operacional, na diferenciação relativamente à concorrência e na satisfação dos clientes.

Fernando Dias assinalou que há empresas que agarram em bens e serviços existentes e através de software e aplicação de tecnologias digitais fornecem serviços inovadores e com menor custo, proporcionando maior rapidez e agilidade e menores custos comparando com as empresas tradicionais.

Os responsáveis da Oracle Portugal deram o exemplo de uma companhia que se dedica ao retalho têxtil que com soluções de empresa em tempo real recebe informação imediata das vendas que estão a passar pelas caixas registadoras, informação que serve para reposição de stocks, com ligação aos sistemas de fabrico e de logística, mas também de informação aos designers em tempo real sobre os modelos que mais se estão a vender.

Indicaram que está actualmente a ser testado em Inglaterra um sistema de seguro automóvel em que os clientes pagam em função do tempo em que a viatura está em movimento, o que é controlado remotamente, e no sector da saúde uma empresa criou uma plataforma digital para captar informação através de sensores ingeridos pelos pacientes e que permite decisões em tempo real sobre a medicação.

Hugo Abreu defendeu que dentro de um ano nenhuma empresa questionará se vai ter serviços na nuvem, a questão será qual o grau de utilização e quais os serviços a colocar na nuvem.

Sustentou que as pequenas e médias empresas (PME) deveriam ter no topo da sua agenda a utilização da nuvem, mas considerou que há necessidade de fornecer às PME serviços à medida na nuvem.

O director-geral da Oracle Portugal destacou que, além da utilização da nuvem, a redução de custos das empresas passa pela simplificação, evitando a complexidade de gestão de múltiplos sistemas, e pela agilização dos processos.

Indicou que a Oracle está a implementar o modelo de plataforma como serviço (PaaS, na sigla inglesa), fornecendo como um serviço na nuvem aquilo que os clientes lhe pedem, prevendo que no espaço de um a dois anos os objectivos do investimento das empresas em tecnologia vão mudar.

Hugo Abreu afirmou que nos últimos anos a Oracle tem trabalhado com várias áreas da administração central portuguesa, incluindo finanças, saúde e segurança social, e estão a verificar-se poupanças, observando que é possível reduzir significativamente custos através da identificação de serviços tecnológicos comuns a várias unidades que podem ser concentrados e centralizados.

Destacou que isso pode ser feito com investimentos relativamente reduzidos que geram um retorno elevado.

Fernando Dias indicou que as plataformas digitais de negócio devem funcionar em tempo real, ter capacidade para actuar rapidamente com base na informação recebida e de armazenar a informação de forma estruturada e a Oracle tem capacidade para cumprir aqueles objectivos através de plataformas apoiadas em tecnologias que proporcionam simplificação e agilidade do negócio, com estruturas optimizadas que permitem aumentar a competitividade.

Defendeu que os «engineered systems» da Oracle simplificam muito as operações, permitem tempos de resposta muito mais baixos e o controlo das operações do início ao fim.

Fernando Dias indicou que há mais de três dezenas de organizações em Portugal que adoptaram os «engineered systems» da Oracle e que estão a alterar completamente a forma de ver e gerir os seus negócios, com tempos de resposta muito rápidos, revelando que a administração tributária portuguesa adoptou também esta tecnologia.

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