Quase 40% grandes empresas inseguras no móvel

Publicado em 21/03/2015 01:40 em Segurança Informática

Quase 40% das grandes empresas, incluindo algumas do top 500 da Revista Fortune, não estão a tomar as precauções necessárias para proteger e garantir a segurança das aplicações móveis que disponibilizam aos seus clientes, segundo um estudo da IBM e Instituto Ponemon.

A sondagem adianta que as grandes companhias gastam, em média, 34 milhões de dólares anuais para desenvolver aplicações móveis, mas, também em média, só 5,5% dessas despesas são dedicadas à segurança dessas aplicações contra «hackers» e quebras de segurança.

O estudo revela que há organizações que não protegem de forma adequada os dispositivos móveis dos seus profissionais contra ciberataques, abrindo a porta a que os criminosos informáticos acedam a dados do utilizador, da empresa e dos seus clientes.

Acrescenta que no ano passado mil milhões de registos de dados pessoais foram comprometidos por ciberataques, que afectaram 11,6 milhões de dispositivos móveis.

O relatório indica que metade das empresas inquiridas dedica 0% do seu orçamento à segurança móvel e cerca de um terço das empresas nunca testam as aplicações que disponibilizam. Conclui que é habitual uma empresa só testar metade das aplicações móveis que lança.

A IBM garante que os piratas informáticos estão a aproveitar a proliferação de dispositivos móveis , das aplicações inseguras e as redes Wi-Fi públicas para acederem a informações corporativas e a usar dispositivos móveis comprometidos como porta de entrada para acederem às redes internas das empresas e à sua informação confidencial.

O estudo abrangeu quatro centenas de grandes e médias empresas, que operam em sectores que trabalham com dados altamente sensíveis, como serviços financeiros, sector público, saúde, indústria farmacêutica ou retalho.

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