Dispositivos móveis com ecrãs maiores geram mais tráfego

Dispositivos móveis com ecrãs maiores geram mais tráfegoPublicado em 15/03/2015 18:05 em Geral

Os dispositivos móveis com ecrãs maiores utilizam mais apps e geram mais tráfego Internet do que os de mais pequenas dimensões, revela a analista de mercados Analysys Mason.

Indica que os utilizadores de telemóveis com ecrãs de maiores dimensões utilizam duas vezes mais aplicações móveis do que aqueles que possuem um ecrã pequeno.

Segundo dados de um gráfico disponibilizado no resumo do relatório com base numa sondagem da Analysys Mason e Nielsen junto de um painel de mais de 1500 utilizadores de smartphones, o consumo médio de dados utilizando Wi-Fi é de cerca de 400 megabytes (Mb) para os que têm smartphones com ecrãs de 3,5 polegadas ou inferior, de 1,5 gigabytes (Gb) para os que têm ecrãs de 4 polegadas e de mais de 3 GB para os ecrãs com 5,5 ou mais polegadas.

Quanto ao consumo médio de dados usando a rede móvel, passa de cerca de 100 Mb para os ecrãs mais pequenos para quase 500 Mb nos smartphones maiores.

A Analysys Mason assinala que as aplicações de vídeo online representavam cerca de 30% do consumo de dados dos entrevistados no Reino Unido e que os telefones com processadores mais poderosos consomem pelo menos três vezes mais dados na rede móvel do que os smartphones mais lentos.

A analista adianta que há correlação entre a tecnologia 4G dos dispositivos e o consumo de dados. Nos Estados Unidos, os utilizadores de smartphones que usam tecnologia de quarta geração consomem em média 2,7 vezes mais dados nas redes móveis do que aqueles que dispõem de dispositivos com tecnologias anteriores.

Mas os que dispõem de telefones com capacidade LTE mas não têm realmente acesso à tecnologia na rede móvel têm um consumo intermédio entre os dois casos anteriores, observa a Analysys Mason, concluindo que a maior utilização de dados estará em parte relacionada com o acesso a redes de quarta geração e em parte com as especificações mais avançadas do dispositivo.

O relatório revela que 90% da utilização de dados em redes Wi-Fi verificou-se em redes domésticas, o que não significa que sejam da residência dos utilizadores, porque incluem também redes domésticas de familiares e amigos.

Adianta que a utilização de pontos de acesso público de operadores representou apenas 2,1% do tráfego por Wi-Fi, sendo o restante relativo a pontos de acesso de escolas, empresas, cafés, restaurantes e hotéis, aeroportos e lojas, entre outros.

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