Empresários das PME nacionais valorizam impacto do móvel

Publicado em 04/03/2015 01:40 em Geral

Próximo de dois terços (62%) dos empresários das pequenas e médias empresas (PME) portuguesas consideram positivo o impacto dos dispositivos móveis no equilíbrio entre vida pessoal e profissional, segundo um estudo internacional da Sage.

O estudo «Sage Business Index» abrangeu 13 710 responsáveis de PME (1 018 portugueses) de 18 mercados.

Os empresários portugueses são os europeus que consideram mais positivo o impacto dos dispositivos móveis empresariais nas vidas dos que trabalham nas PME, seguindo-se os espanhóis, com 58%, mas ficam aquém dos malaios (78%), dos brasileiros (73%), dos 64% verificados nos países do Norte de África e dos 63% da África do Sul.

Apenas na Áustria os que pensam que o móvel empresarial tem um efeito negativo no equilíbrio da vida pessoal e profissional (33%) são mais do que os que referem impacto positivo (19%). Mas também são poucos os que indicam um efeito positivo na Alemanha (22%) e na Suíça (25%), segundo o estudo da Sage.

A média global dos entrevistados que referem efeito positivo é de 47% e a maioria dos países tem metade ou menos dos entrevistados a ter essa opinião.

Um quarto dos decisores portugueses valorizam o contacto pessoal com os clientes, o valor mais elevado do estudo da Sage, que tem uma média de 15%, indo os malaios na cauda com 7%. Privilegiam o email 37% dos portugueses (média geral de 46%) e um terço (33%) prefere o telefone (média de 15%).

Em Singapura 71% dos decisores usam preferencialmente o email para comunicar com clientes e na África do Sul são 63%.

Em Portugal, quase dois terços (64%) acham que as suas companhias têm medidas adequadas de protecção de dados e cibersegurança, o quarto pior valor numa questão em que a média é de 74% e que atinge 83% de respostas positivas no Reino Unido, 78% na Suíça, 77% nos Estados Unidos, Espanha, Polónia e Áustria, 75% no Canadá e Austrália e 73% na Alemanha.

Com valores mais baixos do que Portugal só a França (58% confiantes), Malásia (51%) e Norte de África (43%).

Tratando-se de PME e conhecidas as situações em que grandes companhias e organizações com protecções sofisticadíssimas não conseguem resistir a ataques informáticos, o mínimo que o autor destas linhas pode dizer é que os decisores destes quatro últimos países são os mais realistas.

Os empresários de todos os países excepto dos que falam português apontam como principal vantagem do uso de dispositivos móveis poderem trabalhar em movimento. Contudo 58% dos decisores portugueses apontam como principal vantagem poderem estar em contacto com clientes e fornecedores mais facilmente e 63% dos brasileiros citam a possibilidade de tomar decisões em qualquer altura e em qualquer lugar.

Em Portugal, mais de dois terços (68%) dos decisores de PME não usam mais de um quarto (0 a 25%) do seu tempo de trabalho com dispositivos móveis, percentagem igual à média dos inquiridos e que se eleva a 81% no Reino Unido, 80% na Suíça e 78% na Áustria.

Em média, 23% dos empresários gastam entre um quarto e metade do tempo de trabalho com uso de telemóvel, 8% entre mais de metade e três quartos e 2% mais de 75% do tempo.

Na Malásia usam o telemóvel entre mais de um quarto e metade do tempo de trabalho 44% dos empresários, 26% até um quarto e 22% entre mais de metade e 75% do tempo de trabalho.

Quase metade (47%) dos decisores ouvidos no estudo da Sage defende que o seu negócio deve estar contactável pelos clientes 24 horas por dia, sete dias por semana, com uma percentagem ligeiramente inferior em Portugal (46%).

Essa é a opinião de 71% dos malaios, 64% dos inquiridos no Norte de África, 59% dos sul-africanos e brasileiros e 55% dos decisores de Singapura.

Os mais avessos à disponibilidade permanente para os clientes são os empresários suíços (só 26% subscrevem essa opinião), os austríacos e alemães (30% em ambos os casos) e os franceses 34%.

Quase 60% dos inquiridos pela Sage (59%) consideram que a infra-estrutura móvel do seu país torna efectivamente possível o trabalho móvel, sendo essa a opinião de 82% dos empresários de Singapura, 72% na Malásia, Áustria e Norte de África, 70% dos suíços e 68% dos norte-americanos e polacos, seguindo-se os portugueses com 64%.

O Brasil é o único país entre os mercados estudados em que menos de metade (43%) dos decisores acha a infra-estrutura móvel adequada para o trabalho em mobilidade.



FV

Ainda sem comentários