PGR e PJ anunciam detenção sete pessoas suspeitas cibercrimes

Publicado em 27/02/2015 01:06 em Segurança Informática

A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Judiciária (PJ) anunciaram quinta-feira, em comunicados separados, a realização de 24 buscas domiciliárias e a um órgão de comunicação social (o sítio TugaLeaks) e a detenção de sete pessoas suspeitas de cibercrimes.

O comunicado da PJ adianta que mais 14 pessoas foram constituídas arguidas, culminando uma investigação iniciada em Abril do ano passado.

A PGR indica que estão em causa crimes de acesso ilegítimo, de dano informático, de sabotagem informática e de associação criminosa, precisando que entre os alvos dos ataques informáticos estão os servidores que alojam os sítios Internet do Ministério Público, da Polícia Judiciária, do Conselho Superior da Magistratura, da EDP e da CCPJ – Comissão da Carteira Profissional dos Jornalistas.

Notícias surgidas na comunicação social indicam que entre os detidos está o proprietário e director do TugaLeaks, Rui Morais da Cruz.

A PJ afirma que nas buscas foram apreendidos dezenas de sistemas informáticos, que serão objecto de análise forense pelo departamento especializado daquela polícia criminal.

A PJ diz que aquele tipo de crimes conduz à «inesperada inoperacionalidade» de sistemas informáticos, públicos e privados, e, no caso dos sistemas pertencentes ao Estado português, a «uma clara afectação da sua imagem, quanto a matérias de fiabilidade e segurança, mormente a da informação, a da informática e as das infra estruturas críticas».

«A Polícia Judiciária prossegue as investigações no sentido de apurar a natureza e extensão das conexões criminosas destes grupos, continuando a acompanhar casos concretos de fenómenos criminais semelhantes, relativos à prática, instigação, reivindicação ou apologia deste tipo de crimes».

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