Cisco espera crescer a dois dígitos este ano em Portugal

Publicado em 26/02/2015 00:28 em Empresas

A Cisco prevê que o seu negócio cresça a dois dígitos em Portugal durante o ano em curso, revelou hoje a directora-geral da Cisco Portugal, Sofia Tenreiro.

Em encontro com a imprensa durante o Cisco Connect, que se realizou hoje no Estoril, Sofia Tenreiro salientou que se espera para 2015 uma retoma do investimento em tecnologias porque as empresas precisam de ser competitivas a nível nacional e internacional.

Adiantou que a Cisco Portugal também não está a sentir quebra da procura no sector público.

A directora-geral da Cisco Portugal garantiu que a companhia está a perspectivar alguma animação do mercado nacional este ano.

Destacou que as empresas precisam de se diferenciar e ser rápidas a lançar novos produtos e serviços e para isso devem agilizar-se internamente para terem maior rapidez a chegar ao mercado e mais capacidade de resposta face à concorrência.

Sofia Tenreiro defendeu que as empresas sentem uma necessidade crescente de adoptar um modelo tecnológico menos complexo e que permita maior rapidez e agilidade às suas operações, que a Cisco designa por «Fast IT», observando que este modelo poderá proporcionar às organizações poupanças estimadas em 20% a 25%.

A responsável da Cisco Portugal destacou que o Fast IT permitirá às organizações capturar parte dos 19 biliões (milhões de milhões) de dólares (14,5 biliões de euros) de negócio que a Internet das Coisas (IoT na sigla inglesa) deverá gerar até 2022.

Norberto Mateos, director regional da Intel para o Sul da Europa, referindo-se à IoT, destacou que em 2006 havia 2 mil milhões de dispositivos ligados à rede, este ano haverá 15 mil milhões e em 2020 perspectiva-se que o número de dispositivos ligados à Internet atinja os 50 mil milhões.

Sofia Tenreiro assinalou que a segurança é um tema cada vez mais importante e actual e citou a afirmação de que há dois tipos de empresas, as que já foram atacadas e as que não sabem que o foram.

Observou que a proposta de valor da Cisco é ajudar as empresas a prevenir os ataques mas também a resolver situações de ataque, minimizando os danos, e no pós ataque.

Indicou que a preocupação com a segurança dos dados é um dos grandes obstáculos à adopção da «cloud» (nuvem) pelas empresas.

Alexandre Santos, director em Portugal da Intel, patrocinadora principal do Cisco Connect, também no encontro com a comunicação social, defendeu que a adopção da «cloud» permite uma maior flexibilidade para enfrentar variações da procura.

Sustentou que 2015 é «o ano das infra-estruturas», vai haver muita renovação de infra-estruturas em Portugal, tanto no sector público como no privado, visando reduzir custos de operação das TI numa altura em que as empresas precisam de investir e entrar em novas áreas de negócio.

O responsável da Intel observou que hoje o sector público fala muito mais da optimização de recursos.

Alexandre Santos recordou que a Intel adquiriu várias empresas da área da Internet das Coisas, uma área com perspectivas de grande crescimento, e comprou a McAfee, que mantém a marca mas é hoje a Intel Security, porque as empresas precisam de oferecer produtos com segurança.

Recordou que a preocupação com, a segurança é um obstáculo à aquisição de tecnologia, particularmente ao nível da «cloud».

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