McAfee passa a ter segurança para iOS

Publicado em 03/10/2014 00:29 em Segurança Informática

A McAfee apresentou hoje o seu software de segurança Live Safe 2015, que paasa a dispor de protecção para dispositivos com o sistema operativo iOS (iPhones e iPads).

Em apresentação à imprensa, Marc Vos, gestor sénior de produtos de consumo da McAfee, destacou um conjunto de funcionalidades de protecção de dispositivos iOS, incluindo o CaptureCam, que permite tirar fotografias a quem está a usar um equipamento perdido ou roubado, enviar a foto para o endereço electrónico do proprietário e dar a localização do equipamento, restaurar cópias de segurança e eliminar contactos e dispõe de um cofre de dados na nuvem seguro, com acesso apenas por dados biométricos (rosto e voz).

Mark Vos indicou que outra novidade é a protecção Wi-Fi para dispositivos móveis, que apresenta um alerta sempre que o equipamento está ligado a redes Wi-Fi públicas e desliga automaticamente o dispositivo da rede se detectar falsificações no Adress resolution Protocol (ARP, que resolve endereços IP utilizados pelo software baseado no TCP/IP para endereços de controlo de acesso de suporte de dados utilizados pelo hardware de redes locais).

Marc Vos destacou a facilidade de instalação do Live Safe, que tanto pode ser instalado a partir de um PC como de um dispositivo móvel.

O responsável da companhia de segurança informática do grupo Intel salientou que além do McAfee Live Safe 2015, que custa 84,95 euros e pode ser utilizado nos dispositivos de toda a família, são hoje apresentados o Antivírus Plus 2015, com preços de 29,95 euros para um PC e 49,95 euros para três, o Internet Security 2015 (39,95 euros para um computador e 69,95 euros para três) e o Total Protection 2015, com custo de 59,95 euros com uma licença e 79,95 euros para três, em todos os casos válido por um ano.

Mark Vos recordou o lançamento na versão 2014 da McAfee de uma tecnologia que permite identificar uma grande parte das ameaças «zero day» e, como novidade da versão 2015, uma ferramenta stinger integrada, que protege os utilizadores contra malware que interfira com a instalação de produtos.

O responsável da companhia citou um estudo de mercado que revela que o que os consumidores consideram mais importante num software de segurança é ter um impacto reduzido no desempenho do sistema (69,1% das respostas) e ter taxas de detecção de malware eficazes (62,4%).

No caso dos utilizadores de smartphones, 63% valorizam a protecção da privacidade.

Marc Vos indicou que 60% dos utilizadores têm três ou mais dispositivos, duas em cada nove pessoas no mundo têm um smartphone, num total de 1,4 mil milhões de telefones inteligentes, a penetração de computadores domésticos estabilizou em 20% e a de tablets cresceu para 6% e que o sistema operativo Android deverá ter 80,2% de quota de mercado no fim de 2014.

Quanto às ameaças móveis, adiantou que 82% das apps monitorizam os utilizadores e 80% recolhem informação sobre localização, um sexto das transferências de aplicações podem ser perigosas, que o número de amostras de malware em Android (sistema operativo do Google) duplicou entre 2012 e 2013, atingindo 3,72 milhões, e que surgem 200 novas ameaças para PC em cada minuto (mais de três por segundo).

Acrescentou que o malware aumentou 46% no primeiro trimestre e alertou para que mais de um terço dos utilizadores de informática usam a mesma palavra passe nas suas contas em sítios Web, o que permite que, quando um pirata móvel tem acesso a um ID e palavra passe, possa corre-las automaticamente em milhares de sítios Internet e entrar em várias contas do utilizador.

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