NATO afirma que ataque informático pode ter resposta militar

Publicado em 09/09/2014 01:00 em Segurança Informática

A cimeira da NATO do último fim-de-semana considerou que um ataque em larga escala a um país membro pode ser considerado como um ataque a toda a organização e potencialmente desencadear uma resposta militar.

Anders Rasmunsen, secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), afirmou em conferência de imprensa: «Hoje declaramos que a ciberdefesa é parte das tarefas centrais de defesa colectiva da NATO».

A nível da União Europeia, Estados membros recusaram um apelo para uma estratégia coordenada de ciberdefesa, segundo a newsletter EurActiv.

Curiosamente, os Estados Unidos, país que lidera de facto a NATO, têm sido acusados de estar na base do desenvolvimento de poderosas e sofisticadas armas de ciberguerra, nomeadamente por empresas especializadas em segurança informática.

O insuspeito diário norte-americano New York Times noticiou mesmo que o desenvolvimento de sofisticado malware tinha sido decidido com conhecimento e por ordem do anterior presidente, George W. Bush, com confirmação pelo actual inquilino da Casa Branca, Barac Obama, sendo o Irão um dos principais alvos desse malware, que terá afectado também instituições oficiais de vários outros países.

Empresas de segurança informática admitiram na altura que aparentemente Israel participou também no desenvolvimento de algumas dessas armas de ciberguerra.



FV

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