Três quartos grandes anunciantes investem mais no digital

Publicado em 06/09/2014 01:00 em Internet

Mais de três quartos (75,1%) das marcas maiores investidoras em marketing e comunicação em Portugal estão a deslocar parte do seu orçamento dos media tradicionais para canais digitais, segundo o estudo Digitrends 2014, desenvolvido pela consultora nacional QSP.

O universo do inquérito foi constituído pelas 150 marcas com maiores investimentos em marketing e comunicação em Portugal no ano passado, que representaram cerca de 58,4% do total investido. Os resultados baseiam-se em 45 respostas válidas recebidas, indica a QSP.

O inquérito revela que 71,1% das marcas inquiridas alocam mais de 6% do seu investimento em comunicação e marketing aos meios digitais e mais de metade (53,3%) investem 11% ou mais do seu orçamento publicitário no digital, sendo que 22% aloca mais de 15%.

No ano em curso, 84,4% das marcas que responderam prevêem investir nas redes sociais, 82,2% em publicidade digital e 60% em Search Engine Optimization (optimização de sítios Internet, nomeadamente para maximizar o seu aparecimento em motores de busca).

Os maiores investidores inquiridos indicam que para 2015 as suas apostas vão centrar-se nas aplicações móveis, na Web Analytics e em sistemas de georreferenciação.

O relatório das QSP adianta que mais de três quartos das marcas desenvolvem acções de marketing por correio electrónico, nomeadamente envio de newsletters. Mais de 44% têm recursos internos para aquelas campanhas e quase um terço recorre a subcontratação de serviços.

Mais de três quartos (77,8%) das empresas inquiridas têm pelo menos um trabalhador que se dedica à área do marketing digital.

O inquérito da QSP revela que 84% dos maiores investidores em marketing e comunicação têm conta no YouTube e 76% no Facebook e quase um terço delas prestam já serviços aos seus clientes através de redes sociais.

A consultora revela que 70% das marcas inquiridas indicaram que investiram até 300 mil euros no marketing digital e refere que mais de metade utilizam aplicações móveis.

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