Receitas e lucros da NOS caíram no primeiro semestre

Publicado em 15/08/2014 01:42 em Operadores / Serviços

O volume de negócios do operador de telecomunicações NOS caiu 3,8% no primeiro semestre, para 682,3 milhões de euros, indicou a companhia.

Em comunicado de resultados divulgado ao fim da noite de quinta-feira no sítio da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a NOS recorda que a base de clientes de acesso fixo ainda teve um impacto negativo no primeiro semestre devido aos remédios impostos pela Autoridade da Concorrência, que obrigaram a NOS a libertar da fidelização os antigos clientes de FTTH da Optimus, ficando também impedida de os abordar com novas propostas comerciais.

Os lucros da NOS baixaram 24,8% na primeira metade de 2014 face a igual período de 2013, quedando-se em 43,7 milhões de euros.

O operador de comunicações resultante da fusão entre a ZON e a Optimus indica que entre o fim de Junho de 2013 e igual data de 2014 o número de clientes IRIS, o serviço convergente premium do operador, teve um crescimento recorde de 65,7%, atingindo 561 mil, e a percentagem de clientes IRIS com Triple Play (televisão, Internet e telefone fixo) ou Quadruple Play (Triple Play mais telefonia móvel) cresceu 27,2 pontos percentuais, para 69,2%.

As despesas de capital (CAPEX) cresceram 14,2% no primeiro semestre do ano em curso, para 145,3 milhões de euros.

O comunicado destaca que o lançamento oficial da nova marca NOS para todos os segmentos de serviços ocorreu no dia 16 de Maio, substituindo as marcas ZON e Optimus.

A NOS indica que o número de clientes empresariais cresceu 6%, para 1,016 milhões, aumento não acompanhado ainda nas receitas devido à «forte pressão do mercado».

No cinema e audiovisuais, as receitas brutas de bilheteira desceram 6,4% e as receitas totais de exibição cinematográfica caíram 7,2% homólogos, para 22,2 milhões de euros. No entanto, a receita média por espectador subiu 1,3%, para 4,7 euros.

Relativamente ao operador de comunicações ZAP, que actua em Angola e Moçambique, a NOS refere que a sua participada em África continua a focar-se na expansão dos seus canais de venda e no primeiro semestre abriu três lojas próprias em Angola, ficando com um total de 29, e três em Moçambique, passando a dispor de oito.

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