Apple enfrenta processo judicial nos EUA acusada de rastrear clientes sem autorização

Publicado em 12/08/2014 02:05 em Indústria

A empresa de segurança informática Sophos indica no seu blogue oficial que a Apple enfrenta um processo judicial nos Estados Unidos acusada de rastrear clientes sem os informar e sem autorização para tal.

Uma mulher da Califórnia, Chen Ma, apresentou uma queixa contra a Apple num tribunal californiano e acusa a companhia de violar a privacidade dos utilizadores norte americanos de iPhones, não só por rastrear a sua localização mas também por gravar o tempo que o utilizador está num determinado ponto geográfico e transmitir esses dados para a base de dados da Apple.

Os iPhones vêm com um software chamado Location Services, que usa GPS, torres das redes móveis, redes Wi-Fi próximas e outras fontes para localizar os utilizadores, sublinha a Sophos.

A queixosa Chen Ma alega que a Apple nunca a informou de que estava a fazer aquele rastreamento, nomeadamente de que ao usar o iPhone as suas localizações estavam a ser transmitidas à companhia e a serem gravadas para utilização futura, indicando que nunca autorizou essa prática, segundo a Sophos.

A 11 de Julho de 2014, a televisão estatal chinesa China Central Television considerou os iPhones como uma ameaça para a segurança do Estado, citando as funções de localização que permitem rastrear os utilizadores e obter informação sobre eles.

Chen Ma afirma que até ver a televisão chinesa não fazia qualquer ideia de que as suas deslocações diárias estavam a ser controladas.

A Sophos indica que o Governo chinês proibiu os funcionários do Estado de utilizarem dispositivos da Apple, incluindo iPod e computadores, para evitar a espionagem dos Estados Unidos, depois de ter igualmente banido a utilização do Windows 8 nos departamentos governamentais.

Posições que estão ligadas ao clima de suspeição que se seguiu às revelações de Edward Snowden sobre a dimensão da espionagem dos Estados Unidos, que visou inclusivamente responsáveis de países ocidentais considerados seus aliados, sobre os meios tecnológicos utilizados para esses fins e sobre a utilização pela NSA – National Security Agency de dados recolhidos por empresas tecnológicas e de telecomunicações norte-americanas.

As revelações de Snowden de que a NSA colocou «backdoors» em hardware vendido por empresas norte-americanas para fins de espionagem foi considerada um ultraje, salienta a Sophos.

Nada de novo se tivermos em consideração que em 2012 a companhia de equipamentos de telecomunicações chinesa Huawei foi excluída dos contratos com o Governo dos Estados Unidos com a justificação de que estes poderiam servir para espionagem, apesar de não haver provas dessa alegação, indica a Sophos.

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