Henrique Granadeiro demite-se de presidente e CEO da PT SGPS

Publicado em 07/08/2014 23:28 em Destaques

O presidente e CEO da PT SGPS demitiu-se hoje de todas as funções que detinha na administração da Portugal Telecom, numa reunião do Conselho de Administração (CA) em que foi pedida a convocação de uma Assembleia Geral (AG) da companhia para 8 de Setembro.

Em comunicado publicado no sítio Internet da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o CA indica que até 21 dias antes da realização da AG divulgará aos accionistas as suas propostas à AG, incluindo um documento informativo para fornecer toda a informação cobrindo os principais aspectos para que possam estar devidamente informados na AG.

No comunicado ao mercado, o CA esclarece que em reunião de 10 de Julho decidiu que todos os procedimentos relacionados com as negociações com a Oi passariam a ser conduzidas por todo o Conselho e nomeou um grupo dos seus membros, executivos e não executivos, para realizarem essas negociações.

«Adicionalmente, o Conselho de Administração clarifica que, em relação às aplicações de tesouraria na Rio Forte Investments (Rioforte), nem o Conselho de Administração nem a Comissão Executiva da PT aprovaram ou discutiram, antes das notícias veiculadas na comunicação social, essas aplicações», acrescenta o comunicado publicado no sítio da CMVM.

A carta de renúncia de Henrique Granadeiro surgiu publicada em vários online de meios de comunicação social.

Segundo extractos publicados em vários OCS, Granadeiro manifesta-se «seguro» de que a auditoria externa independente decidida pelo CA da PT SGPS «evidenciará os processos e as causas do incidente» e demonstrará que sempre agiu «no melhor interesse da Portugal Telecom» e «de todos os accionistas».

Falta explicar porque é que acções adoptadas no melhor interesse da empresa e dos seus accionistas foram decididas à margem do Conselho de Administração e da sua Comissão Executiva, conforme a afirmação do CA.

Na carta de demissão, cujos extractos estão publicados online por diversos OCS, Granadeiro diz ter sido surpreendido em Julho com a situação de incumprimento das obrigações do Banco Espírito Santo para com a PT, afirmando que entendeu assumir «o encargo de evitar ou minorar as consequências do ‘default’ do grupo Espírito Santo» na esfera patrimonial da PT e na continuidade do processo de fusão com a Oi, já em fase final.

O comunicado do CA publicado no sítio da CMVM não precisa quando se tornará efectiva a demissão de Granadeiro mas alguns órgãos de comunicação social afirmam que este se manterá em exercício até à AG de 8 de Setembro.

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