Samsung perdeu 7 pontos quota mercado smartphones no II trimestre

Publicado em 04/08/2014 00:42 em Indústria

A Samsung vendeu no segundo trimestre 74,3 milhões de smartphones, menos 3,9% homólogos, e a sua quota de mercado baixou 7,1 pontos percentuais (pp), para 25,2%, indicou a consultora e analista de mercados IDC.

O relatório da IDC indica que no segundo trimestre as vendas mundiais de smartphones aumentaram 23,1%, para 295,3 milhões de equipamentos.

¬A grande beneficiada no trimestre foi a multinacional chinesa Huawei, cujas vendas quase duplicaram, crescendo 95,1%, para 20,3 milhões de terminais, e que ganhou 2,6 pp de quota de mercado, atingindo os 6,9%, que lhe conferem a terceira posição nas vendas globais, uma subida de dois lugares num ano.

A Apple aumentou 12,4% as suas vendas, para 35,1 milhões de iPhones, mas cresceu abaixo do mercado e viu a sua quota reduzir-se 1,1 pontos, para 11,9%.

As suas vendas de smartphones da chinesa Lenovo cresceram 38,7%, para 15,8 milhões de unidades, e a marca ganhou 0,7 pp de quota, ficando em 5,4% e ultrapassando a sul-coreana LG, que baixou de terceiro para quinto lugar com uma quota de 4,9%, praticamente estável, apesar de as suas vendas terem subido 19,8%, para 14,5 milhões de smartphones.

Ryan Reith, director da IDC, salienta que o novo recorde de vendas de smartphones registado no segundo trimestre mostra que o mercado está pujante e pleno de oportunidades.

Acrescenta que há actualmente uma dúzia de fabricantes de smartphones com possibilidade de alcançarem um dos cinco primeiros lugares no próximo trimestre, parte dos quais apenas operam no seu país de origem mas que tenderão a explorar oportunidades noutros mercados.

Reith sublinha que os mercados emergentes estão a actuar como catalisadores das vendas de telefones inteligentes e entre os maiores fabricantes há vários produtores chineses que cresceram acima da média mundial no segundo trimestre.

O director da IDC assinala que os fabricantes chineses apresentam preços competitivos face aos maiores actores globais do mercado de smartphones e têm uma muito maior qualidade e escala do que os competidores locais de mercados emergentes.

Scott Bicheno, analista da newsletter Telecoms.com, considera que a Samsung chegou ao «momento da verdade» nos smartphones e afirma que o Samsung Galaxy S5, lançado a meio do segundo trimestre, não parece ser tão popular como os seus antecessores.

Observa que até à chegada da plataforma Android, do Google, a Samsung era um actor menor do mercado de telemóveis, que fazia parte do grupo que se seguia à Nokia, mas com a chegada do novo sistema operativo a marca coreana apostou no Android, tornou-se parceiro do Google no Nexus e investiu forte no marketing da gama Galaxy S.

Bicheno recorda que, como o atestam a Motorola, Nokia e BlackBerry, a liderança dos mercados raramente é perpétua e o mercado de telemóveis parece ser particularmente cíclico.

Depois de ser ultrapassada no mercado de smartphones pela Samsung, a Apple junta-se à Samsung nos que enfrentam um difícil desafio protagonizado pelos grandes construtores chineses.

A Samsung, que ainda há um ano representava quase um terço do mercado mundial de smartphones, fica agora em cerca de um quarto, observa Bicheno, e sublinha que o fabricante coreano mantém um orçamento de marketing astronómico e não parece que aumentar mais esse investimento possa fazer muita diferença.

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