Estados Unidos pedem mais segurança informática na UE

Publicado em 19/09/2010 23:25 em Internet

Os Estados Unidos instaram a União Europeia (UE) a dar à ciber segurança uma prioridade mais elevada.

O subsecretário de Estado da Defesa dos Estados Unidos, William Lynn, disse em Bruxelas que os dois parceiros transatlânticos deveriam reviver a sua aliança da guerra fria para lutar contra os riscos de segurança das redes informáticas no mundo ocidental.

Lynn pediu que a NATO construa um ciber escudo para proteger a aliança atlântica dos riscos da Internet, em particular ataques aos seus recursos militares e económicos.

O governante norte-americano garantiu que os serviços militares dos Estados Unidos enfrentam mais de 100 ciber ameaças por dia.

Os peritos sublinham que os efeitos dos ataques via Internet podem ir desde deixar um país sem electricidade até infectar equipamentos militares de alta tecnologia.

A Comissão Europeia estima que os custos anuais do cibercrime na UE ascenderão a cerca de 750 mil milhões de euros, o equivalente a 1% do PIB e que excede as receitas do tráfico de drogas.

A empresa de segurança informática Symantec, que produz o software de segurança Norton, afirma que se pode comprar no ciber mercado negro uma identidade completa por 40 euros e detalhes de um cartão de crédito por menos do que isso.

A agência europeia de segurança das redes e dos sistemas de informação (ENISA), com sede na Grécia, faz a classificação do potencial das ameaças informáticas, actual e futuro, e produz conselhos especializados e recomendações.

A ENISA faz a monitorização do malware de todos os tipos para os diversos dispositivos, incluindo telemóveis, e identifica as vulnerabilidades e falta de protecção nalguns dispositivos.

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