Chefe de segurança Google diz que utilizadores de Android não precisam de anti vírus

Publicado em 14/07/2014 14:58 em Segurança Informática

A empresa de segurança informática Sophos pergunta se Adrian Ludwig, o engenheiro chefe do Google para a segurança do Android, estava a falar a sério quando disse aos jornalistas que a grande maioria dos utilizadores daquela plataforma não precisa de se preocupar com anti-vírus.

Falando com jornalistas antes da recente conferência promovida pelo Google para desenvolvedores de aplicações, Ludwig disse que 99% dos utilizadores do sistema operativo móvel do Google não beneficiariam com a instalação de um anti-vírus e defendeu que os riscos com malware Android estão sobrestimados, segundo a Sophos.

No seu blogue oficial, num comentário assinado por John Zorabedian, citando a imprensa, a Sophos sublinha que o responsável do Google pela segurança Android garantiu que o utilizador médio de dispositivos com aquele sistema operativo não precisam para nada de instalar um anti-vírus e acusou as companhias de software de segurança de exagerarem o risco e distorcerem os factos ao falarem de um aumento explosivo de malware para Android.

A Sophos reconhece que o risco de fazer download de programas infectados num dispositivo Android é inferior ao dos computadores pessoais, mas assinala que ainda assim faz sentido instalar um anti-vírus.

A empresa de segurança sublinha que o Android tem uma reputação de segurança muito má, apesar de Ludwig dizer que o sistema de aprovação das apps na Play Store é «o melhor possível» para efeitos de segurança.

Observa que o sistema de validação pelo Google das aplicações para a plataforma Android sem dúvida pára algum malware, mas o processo automático da Google Play Store não é forte e aparecem na loja online apps com software malicioso.

Recorda que num só dia dezenas de milhares de pessoas compraram na Play Store o Virus Shield, um malware, ao preço de 4 dólares, antes de o Google o ter removido da sua loja Internet.

Mas não é só na Google Play Store que há risco de importar aplicações maliciosas, as lojas de aplicações para Android que não pertencem ao Google têm um muito maior potencial de risco, afirma a Sophos, recordando que milhões de utilizadores de Android na China recorrem a lojas Internet independentes para comprarem aplicações para Android.

De salientar que várias fontes têm referido que mais de 90% do malware produzido para dispositivos móveis visa a plataforma Android, que é de longe a mais utilizada em smartphones e actualmente também em tablets.

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