Oracle Portugal cresceu próximo dos dois dígitos no ano fiscal de 2014

Publicado em 26/06/2014 00:26 em Empresas

O director-geral da Oracle Portugal, Hugo Abreu, indicou que a companhia cresceu no ano fiscal de 2014 (terminado a 31 de Maio) acima do mercado português de tecnologias da informação (TI), que praticamente estabilizou, e aumentou a sua quota no mercado nacional.

Em encontro com a imprensa, Hugo Abreu revelou que a Oracle Portugal cresceu acima da Oracle Corporation, que no último exercício aumentou 4% o volume de negócios a taxa de câmbio constante, e admitiu que a taxa de crescimento no mercado nacional «não ficou longe dos dois dígitos».

O director-geral da Oracle Portugal indicou que as vendas de «engineer systems» cresceram mais de 50% em Portugal em resultado da tendência de fornecimento de soluções integradas de hardware e software.

Para 2015, Hugo Abreu manifestou-se confiante em que o negócio da Oracle Portugal continue a crescer e que a facturação aumente mais do que em 2014.

Adiantou que no último ano fiscal o negócio da Oracle em Portugal teve um bom crescimento na administração pública, que já representa mais de 25% do negócio da companhia no país, curiosamente num ano de grande contenção, o que estará relacionado com a necessidade de aumentar a eficiência e reduzir custos.

Verificou-se igualmente um bom crescimento do negócio em Portugal no sector financeiro, na aeronáutica e nas «utilities» (serviços como electricidade, gás e água).

Relativamente aos resultados corporativos internacionais, Hugo Abreu recordou que a Oracle definiu há algum tempo o objectivo de ser líder nos serviços prestados na nuvem às empresas e no ano fiscal de 2014 conseguiu o segundo lugar mundial nas vendas de «Software as a Service» (SaaS) e «Platform as a Service» (PaaS) na nuvem, com receitas de mais de 1,1 mil milhões de dólares.

Afirmou que a Oracle «tem hoje uma oferta riquíssima» de aplicações na nuvem e que ajudar os seus clientes a fazerem a mudança para a nuvem e indicou que a Oracle está a duplicar a cada dois anos as receitas que vêm dos seus negócios na nuvem.

Hugo Abreu estimou que quando os clientes optarem efectivamente para a mudança para a nuvem, isso poderá ter um efeito «avassalador» e os fornecedores de infra-estruturas «cloud» poderão ter dificuldades em responder à procura.

O director-geral da Oracle Portugal admitiu que a oferta de serviços na nuvem no país possa passar por parcerias locais com fornecedores de «cloud» que tenham uma oferta diferenciadora.

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