Empresas europeias desperdiçam 9,6 mil milhões euros em software

Publicado em 14/06/2014 01:36 em Empresas

As empresas europeias de média dimensão desperdiçam anualmente 9,6 mil milhões de euros em software de negócios que não utilizam plenamente, segundo um estudo da empresa britânica especialista em software de gestão Sage.

A Sage efectuou uma sondagem a 600 decisores de empresas europeias de média dimensão que lhe permitiu estimar que 88% das companhias desperdiçaram 43 138 euros em software de negócios, que não utilizam plenamente.

Christophe Letellier, CEO da Sage Mid Market, citado em comunicado, afirma que o estudo deve ser um «grito de alerta» para as empresas europeias, que estão a gastar milhares de milhões de euros em software que é subutilizado, devido a uma falta de correspondência entre os programas que são adquiridos e as necessidades de negócio.

As principais razões para a baixa utilização do software empresarial são, segundo a Sage, não necessitar de mais clientes (36% das respostas), falta de formação (25%), não ser fácil de usar (21%), insuficiente apoio da equipa de TI – tecnologias da informação (20%) e falta de procura de clientes (19%)

A Sage afirma que 63% dos entrevistados considerou a eficiência do negócio como o seu principal desafio, mas só pouco mais de um terço (35%) encara o software como caminho para o crescimento dos negócios.

Mais de três quartos (76%) dos decisores das empresas de média dimensão pensa investir no futuro em software de negócios baseado na nuvem, uma percentagem que chega aos 92% em Portugal, segundo as estimativas da Sage

O inquérito indica que 43% das médias empresas europeias actualizam o software a cada 3/5 anos mas quase metade (47%) das firmas francesas fazem-no a cada 1 a 3 anos.

Quase metade das empresas europeias prevêem gastar em software este ano menos do que em 2013, indicando uma tendência de redução das compras de programas informáticos.

O inquérito revelou que os factores que mais influenciaram as decisões de compra de software no ano passado foram o preço (53%), a funcionalidade (52%) e a facilidade de implementação (45%).

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