Novabase sonha «tocar» mil milhões de pessoas

Publicado em 29/05/2014 00:30 em Destaques

O CEO da Novabase, Luís Paulo Salvado, disse hoje que gostava que a companhia «tocasse» mil milhões de pessoas em todo o mundo, mesmo não sabendo elas que utilizavam tecnologia Novabase.

Falando na «Novabase talks», uma iniciativa que assinalou os 25 anos da fundação da maior tecnológica portuguesa, João Paulo Salvado assinalou que a criação da empresa foi «uma aventura fantástica num mercado de tecnologia dominado por multinacionais.

Destacou que a Novabase decidiu comemorar 25 anos a olhar para a frente, para os próximos 25 anos, e não a olhar para trás.

O professor e investigador de neurociência António Damásio sustentou que a maneira de tomar decisões melhores é analisar as decisões já tomadas e observou que na maior parte das decisões há aspectos que têm a ver com o conhecimento, com a lógica, com os afectos e também com a intuição.

O director do Instituto do Cérebro e Criatividade da Universidade da Califórnia do Sul (Estados Unidos) considerou que é possível treinar o cérebro para decidir melhor mas mais importante é analisar o que se fez antes e identificar os erros e o que correu bem.

Afirmou que há pessoas que nunca admitem erros e consideram isso uma fraqueza, mas é necessário enfrentar os erros e continuar o caminho.

Para Damásio, a nossa intuição é um dos grandes exemplos do «big data», observando que quando temos a noção de que se deve ir por um caminho ou outro há qualquer coisa que nos diz isso mas muitas vezes sem termos um conhecimento exacto do porquê do impulso de fazer de uma determinada maneira.

O que acontece é que temos um enorme universo de dados de experiências passadas que o nosso cérebro analisa, explicou, observando que o cérebro tem acesso a enormes quantidades de dados que processa.

O investigador português de neurociência salientou que todos os avanços da tecnologia têm aspectos positivos e negativos e destacou que grande parte dos seres humanos não têm actualmente «calorias para viver», quanto mais para se dedicarem à tecnologia, alertando que «não devemos cair na esparrela de considerar que a tecnologia só tem lados positivos».

Acrescentou que é preciso muito cuidado em prever as coisas que podem acontecer aos jovens que vão estar num mundo em transformação extremamente rápida e que têm de lidar com enormes quantidades de informação.

Destacou que com a tecnologia os seres humanos estão a perder privacidade, incluindo no domínio da saúde.

Defendeu que as redes sociais trazem uma perda de sentido crítico, citando o exemplo dos «like», e considerou que é mais fácil fazer comentários nas redes sociais do que falar.

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