Média três tentativas infecção por utilizador móvel em 2013

Média três tentativas infecção por utilizador móvel em 2013Publicado em 10/03/2014 01:41 em Segurança Informática

A empresa russa de segurança informática Kaspersky anunciou que no ano passado se verificaram em média três tentativas de infecção informática por utilizador dispositivos móveis.

No balanço das ameaças maliciosas para dispositivos móveis identificadas em 2013, a Kaspersky adianta que no ano passado surgiram cerca de 100 mil novos programas maliciosos para dispositivos móveis, mais do dobro dos registados em 2012 (40 059).

Acrescenta que das 143 211 amostras de malware móvel identificadas, 98,1% destina-se ao sistema operativo Android.

A firma de segurança informática diz que os cibercriminosos utilizaram quatro milhões de aplicações maliciosas para distribuir malware para a plataforma Android, o sistema operativo móvel do Google.

Revela que a maioria do malware móvel detectado em 2013 tinha como objectivo roubar dinheiro aos utilizadores e precisa que o número de modificações de software malicioso para dispositivos móveis concebido para roubo de informação de cartões bancários e de dinheiro das contas bancárias cresceu quase 20%.

A Kaspersky prevê que a utilização de cavalos de Tróia destinados a roubar dados bancários e de cartões bancários através de dispositivos móveis deverá disseminar-se por um maior número de países e os cibercriminosos recorrem crescentemente a códigos complexos, mais difíceis de analisar, para dificultar e tornar mais demorada a sua detecção e eliminação por softwares de segurança.

Os piratas informáticos utilizam como tácticas de ataque a smartphones e tablets comprometer sítios Internet legítimos que infectam quem os visita e distribuir malware através de apps disponíveis em lojas de aplicações.

A Kaspersky adianta que os criminosos informáticos aproveitam as vulnerabilidades do Android para incrementar os privilégios das aplicações maliciosas no sistema, o que alarga consideravelmente as capacidades do malware e torna mais difícil a eliminação dos programas maliciosos.

Observa que o facto de só ser possível corrigir as vulnerabilidades do Android através de actualizações disponibilizadas pelos fabricantes do hardware (smartphones e tablets) complica ainda mais a situação.

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