Novabase regressou ao crescimento em 2013

Publicado em 07/02/2014 01:26 em Geral

A tecnológica Novabase regressou em 2013 ao crescimento, sustentado num aumento de 18% do negócio internacional, atingindo um volume de negócios de 216,8 milhões de euros (mais 2,2%), revelou hoje o CEO da companhia, Luís Paulo Salvado.

Em conferência de imprensa de apresentação de resultados, o CEO da Novabase assinalou que 2013 ficou marcado pela venda da área de digital TV da companhia, com um encaixe de cerca de 11,2 milhões de euros, que serão usados para reforçar o balanço da Novabase.

Os lucros da Novabase situaram-se no ano passado em 7,51 milhões de euros, uma redução de 5,0% face a 2012, e os resultados operacionais ascenderam a 9,13 milhões de euros, uma redução de 24,2%.

Luís Salvado sublinhou que 2013 foi um ano «duro e difícil mas claramente positivo» para a Novabase, que atingiu os objectivos que tinha definido para 2013.

Indicou que o negócio internacional atingiu 72,8 milhões de euros, representando 33,6% do total e reflectindo a actividade da empresa em 40 países.

No entanto, a actividade da Novabase em Portugal continuou a cair, embora o ritmo de decréscimo das receitas se tenha atenuado face a 2012.

O CEO da empresa destacou o bom comportamento da Novabase na Bolsa, com uma valorização de 13% dos seus títulos e um crescimento de 69% no volume de transacções.

A administração decidiu propor a distribuição de 83,62% do resultado líquido consolidado, o que representa um dividendo de 20 cêntimos por acção.

Luís Salvado sublinhou que a Novabase, tanto quanto é do seu conhecimento, é a única empresa cotada na bolsa portuguesa que não tem dívida e assinalou que a «criação de ‘cash’ no ano passado foi histórica».

Luís Salvado adiantou que nos últimos três anos a maior tecnológica portuguesa investiu cerca de 22 milhões de euros em investigação e desenvolvimento (I&D), o que a colocou como a empresa de tecnologias de informação (TI) que mais investiu em Portugal e a sexta na União Europeia (UE), segundo um ranking da Comissão Europeia.

O ranking indica que a Novabase foi uma das duas empresas de TI portuguesas cujo investimento em I&D aumentou no ano passado, adianta a companhia.

O presidente executivo da empresa destacou a criação em 2013 da Novabase Moçambique e disse que a África é uma geografia privilegiada na estratégia da companhia pelas suas potencialidades de crescimento.

Para 2014, Luís Salvado anunciou que a empresa tem como objectivo atingir um volume de negócios de 220 milhões de euros, com 35% das receitas geradas no estrangeiro, e apontou como previsão para 2014 uma ligeira queda ou a estagnação do negócio no país. Observou que se sente grande pressão nas margens e a economia não está a crescer, pelo menos nas TI.

O CEO da companhia anunciou para o ano em curso a abertura de operações no Gana, que deverá representar um investimento de cerca de 1 milhão de euros, assim como no Reino Unido e em Istambul, onde os investimentos serão menores, porque no primeiro caso de trata de acompanhar um cliente na área das telecomunicações e na Turquia de ter ganho um projecto importante.

A empresa reduziu 1,1% o número de trabalhadores, de 2 194 em 2012 para 2 170 no ano passado, o que reflecte uma diminuição em Portugal, de 2 038 para 1 993, e um aumento no estrangeiro, de 156 para 177.

No entanto, Luís Salvado indicou que a Novabase contratou oito centenas de recém-licenciados nos últimos anos, 170 dos quais em 2013.

Relativamente à possibilidade de compra de empresas, o presidente executivo recordou que a Novabase fez dezenas de aquisições na sua história e a experiência mostra que para criar valor é necessário manter os clientes e o conhecimento detido pelos trabalhadores dessas empresas.

Admitiu estar a estudar a hipótese de aquisições no estrangeiro, nomeadamente nas geografias alvo, que incluem os mercados emergentes de África.

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