Operadores perdem dezenas de milhões euros com «grey routes»

Publicado em 10/12/2013 02:10 em Geral

Os operadores de telecomunicações estão a perder dezenas de milhões de euros de receitas com as chamadas «grey routes», usadas por operadores menos escrupulosos para evitar o pagamento de taxas de interconexão de chamadas internacionais.

Consideram-se «grey routes» quando a actividade é ilegal no país de destino mas não no país de origem, como no caso das chamadas dos Estados Unidos para a Índia, país onde há um custo elevado de interligação e há operadores que utilizam, por exemplo, voz sobre IP na terminação das chamadas para as encaminhar sem os custos elevados de interligação cobrados pelos autorizados a prestar esses serviços

A newsletter Telecoms.com indica que o cálculo consta de um estudo da «Haud Systems», companhia especializada em garantia de receitas («revenue assurance»).

Observa que uma parte significativa do tráfego internacional vem de «grey routes», de agregadores ou terceiras partes que ganham dinheiro evitando pagar a terminação de tráfego no operador e proporcionando ligações mais baratas.

Na Internet há organizações que anunciam os seus serviços nesta área prometendo reduzir os custos das chamadas para quem recorrer aos seus sistemas.

Claire Cassar, CEO da Haud Systems, citada pela Telecomms.com, os operadores conhecem a situação e aceitam uma perda de receitas do tráfego internacional entre 5% e 10%.

Calcula, contudo, que um grande operador europeu está a sofrer perdas de cerca de 40% nas suas receitas de tráfego internacional devido àquela prática.

Claire Cassar indicou que um operador em África estava a evitar a totalidade das tarifas de interligação do tráfego internacional para um operador cliente da Haud utilizando «grey routes».

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