Maioria grandes organizações em Portugal utiliza eProcurement

Publicado em 31/10/2013 17:36 em Empresas

A maioria (52%) das grandes organizações em Portugal utiliza «eProcurement», verificando-se que 35% recorreram a plataformas externas e 17% desenvolveram uma solução interna, segundo um inquérito da IDC realizado por Internet entre Agosto e 15 de Outubro junto de grandes organizações em Portugal.

Contudo, apenas um quarto das organizações procederam à implementação destas soluções na totalidade da organização, precisou o director da IDC Timóteo Figueiró.

O «eProcurement» representou receitas de 3,6 mil milhões de dólares (2,64 mil milhões de euros) no ano passado, um crescimento de 11,5%, e deverão ascender a 4,9 mil milhões de dólares (3,59 mil milhões de euros) em 2016, indicou Timóteo Figueiró na apresentação do estudo durante uma conferência da GateWit, tecnológica portuguesa que disponibiliza plataformas de «eProcurement».

O «eProcurement» refere-se à gestão electrónica integrada de um conjunto de funções empresariais que inclui, nomeadamente, encomendas, compras, fornecimentos, processamento de transacções, estratégia de produtos, habilitação e gestão de desempenho de fornecedores, conferência de facturas, analítica de compras, suporte a inventários e gestão, acompanhamento e execução de contratos.

As encomendas (mais de 80%) e a aprovação de compras (quase 80%) são as funcionalidades de eProcurement» mais utilizadas por quem o utiliza, seguindo-se a monitorização de encomendas e a gestão de contratos (mais de 60%) e os catálogos electrónicos a análise da despesa, com mais de 50%.

Timóteo Figueiró revelou que os produtos e serviços mais adquiridos electronicamente são os equipamentos informáticos, o software, consumíveis, material de escritório e serviços de higiene e segurança.

Adiantou que o retorno do investimento decorre principalmente da redução dos custos operacionais, do aumento da eficiência operacional, do melhor desempenho dos fornecedores e da satisfação dos clientes.

O director da IDC indicou que 56% dos decisores inquiridos afirmaram que o «eProcurement» permitiu reduções de custos entre 6 e 10% e outros 19% que gerou poupanças entre 10 e 25%, enquanto 16% indicaram descida de até 5% nos custos e 9% uma redução de mais de 25% na despesa.

Adiantou que a redução de custos, a melhoria da eficiência operacional e a optimização dos processos de negócio são as áreas que mais potenciam a adopção do «eProcurement».

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