Mais metade das empresas não tem política segurança móvel

Mais metade das empresas não tem política segurança móvelPublicado em 29/08/2013 23:54 em Segurança Informática

Apenas 14% das corporações têm uma política de segurança móvel completamente implementada, apesar do forte crescimento dos incidentes de segurança informática envolvendo telemóveis e tablets, revela uma sondagem encomendada pela empresa de segurança informática Kaspersky.

O estudo revela que quase metade das companhias não têm mesmo qualquer política de segurança definida para a área móvel.

Das empresas inquiridas, 6% tinham tido nos últimos 12 meses uma quebra de segurança de dados confidenciais tendo como origem dispositivos móveis, mais do que os 5% devidos a ataques de «phishing», os 4% relacionados com fraudes de empregados ou os 3% devidos a espionagem industrial.

Mais de dois quintos (41%) dos participantes indicaram que as respectivas companhias tinham uma política para o uso de dispositivos móveis mas não completamente estabelecida, 32% dizem que pretendem definir essa política no futuro e 13% dizem que não têm quaisquer planos para a implementar.

Das empresas que definiram políticas de segurança para a utilização de smartphones e tablets, quase metade (48%) dizem que os fundos para essas políticas são insuficientes e 16% disseram que não foram alocadas quaisquer verbas para o efeito.

A Kaspersky sublinha que cada vez mais dispositivos móveis (smartphones e tablets) são usados diariamente no trabalho e o «Byod» («bring your own device»), isto é, o sistema traga o seu próprio dispositivo móvel para trabalhar, é uma opção cada vez mais frequente nas empresas.

O «Byod» existe em quase dois terços (65%) das companhias abrangidas pelo estudo.

O relatório revela que quase dois terços (64%) das companhias não prevêem vir a impor políticas restritivas quanto à utilização de dispositivos móveis no trabalho.

A Kaspesky considera que as companhias deveriam adoptar soluções de gestão da utilização de dispositivos móveis, nomeadamente limitando a lista de aplicações que podem ser instaladas e garantindo meios de bloquear tentativas de redireccionamento dos utilizadores que trabalham na empresa para sítios Internet maliciosos.

Além disso, propõe que as aplicações da empresa estejam numa partição do smartphone ou tablet diferente da partição privada do utilizador, a encriptação de dados e a garantia de que em caso de perda ou roubo do dispositivo os dados podem ser eliminados remotamente.

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