Comissão Europeia recomenda mais espectro para Wi Fi

Publicado em 06/08/2013 00:09 em Particulares

Um estudo da Comissão Europeia (CE) indica que as pessoas estão a aderir em massa à Internet via Wi-fi e que a tendência de crescimento se deverá manter.

O estudo adianta que a redução de custos para os consumidores, conseguida com as ligações Wi-Fi, está a mudar comportamentos e recomenda a libertação de espectro suplementar para Wi-Fi em toda a União Europeia (UE) para suportar essa tendência de grande acréscimo de procura.

O estudo revela que 71% do tráfego total de dados sem fios na UE em 2012 era relativo a telemóveis e tablets que utilizavam Wi-Fi e admite que essa percentagem possa ascender a 78% em 2016.

Neelie Kroes, vice-presidente da CE com a agenda digital, defende que «a tecnologia Wi Fi é um dos casos em que todos ganham», e diz que todos os cidadãos europeus devem poder ter acesso à Internet fora de casa.

O estudo observa que, embora as redes móveis de terceira e quarta geração sejam essenciais para uma actividade verdadeiramente móvel, os consumidores pagam bastante por esse tráfego de dados, nomeadamente em roaming, e as redes móveis já estão congestionadas em muitas partes da Europa comunitária.

Indica que as «small cells» podem alargar a cobertura da rede Wi-Fi a locais difíceis de alcançar, nomeadamente no interior de grandes edifícios.

O estudo recomenda que o espectro de radiofrequências entre 5 150 megahertz (MHz) e 5 925 MHz seja disponibilizado para Wi-Fi a nível mundial, que se continuem a disponibilizar integralmente as faixas dos 2 600 MHz e 3 500 MHz para os serviços móveis e que se proceda a consultas sobre novas faixas de frequências a licenciar para as redes móveis.

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