Na UE, grande maioria não tem acesso à quarta geração móvel

Na UE, grande maioria não tem acesso à quarta geração móvelPublicado em 30/07/2013 00:27 em Geral

A Comissão Europeia (CE) revelou que três em cada quatro pessoas da União Europeia (UE) a viver em cidades não têm acesso a ligações móveis de quarta geração LTE – Long Term Evolution, enquanto nas zonas rurais não há praticamente redes 4G.

Em contraste, a CE sublinha que nos Estados Unidos mais de 90% da população tem acesso potencial a redes móveis de quarta geração.

A vice-presidente da Comissão Europeia com a agenda digital, Neelie Kroes, considerou que é frustrante o seu próprio telemóvel deixar de funcionar em 4G em Bruxelas por a capital belga ter apenas redes 3G.

«Esta frustração é igualmente sentida todos os dias por milhões de pessoas», acrescentou Kroes.

A CE indica que Chipre, Irlanda e Malta não têm qualquer rede LTE, nas zonas rurais da União Europeia não há praticamente cobertura para 4G e a UE tem apenas cerca de 5% do total das subscrições mundiais de tecnologia de quarta geração móvel.

Operadores dos Estados Unidos como a Verizon, a AT&T ou a T-Mobile USA têm, cada um deles, mais clientes LTE do que o conjunto da União Europeia, precisa a CE.

Neelie Kroes sublinha que as redes de telecomunicações móveis da União Europeia estão «à beira da ruptura», numa altura em que se espera que o tráfego de dados móveis cresça 66% ao ano a nível mundial, os terminais móveis estão em todo o lado e as pessoas querem ver cada vez mais vídeos nesses dispositivos.

A CE indica que os preços pagos pelo espectro radioeléctrico necessário ao funcionamento de redes LTE varia nos países da União Europeia na proporção de 1 para 50 e que os direitos de utilização do espectro são quase quatro vezes mais caros do que nos Estados Unidos.

Acrescenta que os preços elevados nos leilões de atribuição do espectro radioeléctrico que suporta a quarta geração móvel têm como resultado que as empresas ficam sem meios financeiros para investir os cerca de 27 mil milhões de euros que um estudo da UE apurou serem necessários para melhorar as redes de telecomunicações móveis.

A CE sublinha que algumas empresas de comunicações móveis têm dívidas três vezes superiores ao seu valor em bolsa.

A CE observa que esta situação implicou atrasos na implementação das redes e resultou numa redução do investimento em infra-estruturas de comunicações móveis nos últimos anos.

Ainda sem comentários