OpenText deve crescer 40% no ano fiscal em curso

Publicado em 09/04/2013 23:36 em Software

O volume de negócios da multinacional canadiana OpenText deve crescer 40% em Portugal no ano fiscal em curso, que termina a 30 de Junho próximo, revelou o director da companhia em Portugal, Pedro Faria Blanc.

Em declarações ao Falar de Tecnologia no decorrer do «Customer Day 2013 Portugal» (Dia do Cliente 2013), Pedro Blanc revelou que o volume de negócios no país tem crescido regularmente todos os anos.

Adiantou que a OpenText é uma empresa especializada em gestão documental e «workflow», que produz software de gestão de conteúdos e processos, emprega cerca de 5 mil pessoas a nível mundial e factura 1,2 mil milhões de dólares anualmente.

No final de Março a companhia canadiana introduziu no mercado nacional três novos produtos, o Open Text Archive que diz permitir a gestão de arquivos com custos mais baixos e uma economia de até 50% do espaço, o Smart Process Applications, na área da Gestão de Processos de Negócios (BPM), e o InfoFusion, que «reinventa» a forma de análise de informação desestruturada das organizações.

A OpenText está presente desde 1999 em Portugal e opera apenas através de parceiros, empregando no país apenas o director nacional Faria Blanc, apoiado por uma estrutura ibérica de duas dezenas de pessoas, revelou ao Falar de Tecnologia o responsável no país.

Pedro Faria Blanc assinalou que a empresa é líder em Portugal na sua área de actuação, com cerca de 40% de quota de mercado, e os seus clientes são principalmente grandes empresas.

Precisou que entre estes se contam companhias e grupos como a EDP, Galp, Sonae, Jerónimo Martins, as cervejeiras Unicer e Centralcer, a Cimpor, o Banco de Portugal, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ou a Casa da Moeda.

O director da OpenText em Portugal salientou que a crise económica se reflectiu na travagem de novos projectos em empresas com dificuldades de acesso ao crédito.

Indicou que a crise não afectou a relação com a generalidade dos actuais clientes mas gerou dificuldades em captar novos clientes em Portugal.

No entanto, a companhia tem conseguido através dos seus parceiros que actuam em Angola captar novos clientes naquele país, como o operador de telecomunicações Unitel, a Clínica Girassol, a Sonils (ligada à actividade portuária) e a seguradora ENSA, que contam como negócio de Portugal, revelou.

Pedro Blanc afirmou que enquanto a concorrência vende sobretudo soluções modulares por área, a OpenText apresenta soluções integradas e que se integram com software de gestão SAP.

Acrescentou que a estratégia da multinacional canadiana é crescer através de aquisições das melhores soluções para cada área.

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