RIM com lucros no último trimestre fiscal

Publicado em 30/03/2013 21:41 em Indústria

A Research in Motion (RIM), fabricante dos terminais móveis BlackBerry, anunciou lucros de 98 milhões de dólares (76 milhões de euros) no último trimestre do exercício fiscal 2013, terminado a 2 de Março.

No entanto, no conjunto do ano fiscal 2013 registou prejuízos de 646 milhões de dólares (504 milhões de euros), que compara com lucros de 1 164 milhões de dólares no exercício anterior.

Em comunicado de resultados, o fabricante canadiano indica que o seu volume de negócios baixou 39,9% no ano fiscal 2013, para 11 073 milhões de dólares (8 636 milhões de euros).

No ano fiscal 2013 a RIM apresentou prejuízos operacionais de 1 235 milhões de dólares (963 milhões de euros), que compara com resultados operacionais positivos de 1 497 milhões de dólares no exercício 2012.

A RIM adianta que no último trimestre fiscal produziu 6 milhões de smartphones, incluindo 1 milhão de unidades de BlackBerry 10.

Thorsten Heins, presidente e CEO da RIM, citado no comunicado, sublinha que no último ano foram implementadas numerosas alterações na empresa e a companhia voltou a ser rentável no quarto trimestre.

«Com o lançamento do BlackBerry 10, introduzimos a mais nova e a que acreditamos ser a mais inovadora plataforma computacional móvel do mercado actual», indica.

Os clientes gostam do terminal e da experiência de utilização e as equipas e parceiros da BlackBerry estão agora focados em fazer chegar esses dispositivos aos clientes particulares e empresariais, acrescenta Heins.

Para o próximo ano fiscal, a RIM indica que vai aumentar o seu investimento em marketing para lançamento da plataforma BlackBerry 10 no primeiro trimestre do ano fiscal e espera resultados equilibrados neste trimestre, baseado em custos mais baixos, cadeia de fornecimento mais eficiente e melhores margens do hardware.

No último trimestre do ano fiscal 2013, a região EMEA – Europa, Médio Oriente e África representou 40,7% da facturação da RIM, a América do Norte 26,2%, a América Latina 19,1% e a Ásia/Pacífico 14,1%.

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