«Small Cells» representarão em 2016 quase 90% das estações de base das redes móveis

Publicado em 28/03/2013 15:26 em Operadores / Serviços

As «small cells», para estações de base das redes de telecomunicações móveis, deverão representar em 2016 quase 90% das células de estações de base daquelas redes, indica um relatório da Informa Telecoms & Media.

O documento prevê que o número de «small cells» nas redes de telecomunicações se multiplique por 20 vezes, passando de 3,2 milhões em 2012 para 62,4 milhões em 2016, representando 88% das células que equipam as redes.

O relatório destaca os desenvolvimentos nesta área em 2012, relacionados com a implementação da tecnologia Long Term Evolution (LTE) e o casamento da tecnologia de «small cells» com o Wi-Fi, tecnologia de banda larga sem fios.

Observa que entre 2012 e 2015 as «small cells» deverão evoluir para modelos de nova geração, que deverão incluir novos chipsets e gestão avançada de radiofrequências e de redes, com custos mais baixos.

Prevê que o desenvolvimento das «small cells» será dominado pelas «femtocells» (as de mais pequenas dimensões), que passarão de uma base instalada de 2,5 milhões em 2012 para 59 milhões em 2016, isto é, 24 vezes mais.

A Informa Telecoms & Media assinala que nos primeiros meses de 2012 o mercado de «small cells» teve «vários desenvolvimentos cruciais», que incluem novos desenvolvimentos dos operadores Vodafone Portugal, 3UK, Free in France, Mosaic Telecom (Estados Unidos) e SK Telecom, acrescentando que também houve empenhamento da Telefonica O2 e grupo Telenor.

Recorda que no início de 2012 houve algumas iniciativas dos fabricantes, como a compra da especialista em Wi-Fi BelAir Networks pela multinacional sueca Ericsson e a aquisição da Picochip pela Mindspeed, além dos anúnicos da Alcatel-Lucent e Nokia Siemens Networks (NSN) de que as suas «small cells» incluiriam suporte para Wi-Fi.

Dimitris Mavrakis, analista principal da Informa Telecoms & Media, afirmou que as «small cells» vão «remodelar drásticamente as redes móveis nos próximos anos à medida que se tornam confortavelmente as mais comuns nas estações de base a nível mundial».

As «small cells» são pontos de acesso sem fios, de baixo consumo, que operam em espectros radiolectricos licenciados e são geridas pelos operadores, segundo a definição do «Small Cell Forum», organização que visa incentivar a adopção daquela tecnologia.

As «small cells», além das vantagens de menores dimensões e baixo consumo, são particularmente adequadas em áreas urbanas densamente povoadas, com altos volumes de tráfego, onde é fulcral aumentar a capacidade das redes, através do crescimento do número de células..

A sua importância é ainda maior quando se prevê que nos próximos anos o tráfego móvel de dados venha a crescer exponencialmente e a exceder o tráfego transportado nas redes fixas.

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