UE destina 50 milhões euros em 2013 para I&D comunicações móveis

Publicado em 01/03/2013 18:33 em Geral

A vice-presidente da Comissão Europeia (CE) Neelie Kroes anunciou uma verba de 50 milhões de euros em 2013 para investigação e desenvolvimento da tecnologia de quinta geração móvel, a lançar em 2020.

A CE prevê que em 2020 o tráfego móvel mundial seja 33 vezes superior ao de 2010 e que os dispositivos móveis (portáteis, tablets, smartphones) sejam dominantes nos acessos à Internet, o que requer tecnologias móveis mais eficientes para transporte desse tráfego.

Neelie Kroes salientou que a penetração de banda larga móvel na União Europeia (UE) atingiu os 47,8% no ano passado, mas variando entre 25% e 100% conforme os países, e o tráfego de dados poderá crescer a um ritmo de 66% ao ano, com a progressiva adesão dos utilizadores ao 4G, à nuvem e a «Internet das coisas».

A comissária europeia considerou que há ainda um défice de investimento para desenvolver e actualizar as redes móveis europeias.

Kroes recordou que a Europa «inventou» a tecnologia GSM e liderou nos telemóveis digitais mas agora está a falhar em ir mais para a frente e a ser ultrapassada.

«Nós precisamos urgentemente de recuperar. Para conseguir uma forte indústria móvel. Para consolidar uma economia forte. E para dar às pessoas ferramentas tecnológicas que criem oportunidades», acrescentou Kroes.

A vice-presidente da CE afirmou que alguns estados membros vêem os leilões de espectro radioeléctrico como uma mera forma de angariar receitas em vez da perspectiva mais abrangente do interesse público de mais baixos preços para os consumidores e do investimento em redes, com um caleidoscópio de práticas diferentes nos diversos Estados da UE.

A CE indica que entre 2007 e 2013 os investimentos europeus em investigação e desenvolvimento (I&D) das redes de comunicações do futuro ascendem a 700 milhões de euros, metade dos quais alocados às tecnologias móveis, contribuindo para o desenvolvimento do 4G e tecnologias móveis do futuro.

A CE indica que o objectivo do projecto METIS, que agrupa universidades e institutos de investigação e fabricantes e operadores de redes de telecomunicações, tem como objectivo desenvolver um sistema que suporte um volume de dados mil vezes superior ao existente, 10 a 100 vezes maior número de equipamentos ligados, consumos de energia dos equipamentos 10 vezes mais baixos e uma redução para um quinto das taxas de latência, o que permitirá um acesso mais rápido às redes móveis.

Ainda sem comentários