Quase um terço dos computadores analisados pela Panda infectados

Publicado em 12/02/2013 16:19 em Segurança Informática

A companhia de segurança informática Panda indicou que estavam infectados quase um terço (31,98%) dos computadores que analisou em 2012, ano em que foram produzidos em média 74 mil novos programas maliciosos por dia.

A Panda Labs adianta que mais de três em cada quatro (76,56%) infecções que detectou eram cavalos de Tróia («trojans», software espião que envia informações do computador infectado para os piratas informáticos que o enviaram), o que significa mais 10 pontos percentuais do que em 2011.

Os vírus informáticos surgem em segundo lugar mas com apenas 8%, acrescenta.

A companhia espanhola garante que tem já nas suas bases de dados cerca de 125 milhões de exemplares de malware, dos quais 27 milhões surgiram no ano passado.

A Panda assinala que o grande aumento de computadores infectados se deve ao uso cada vez mais frequente de «kits» de infecção, como o «Black Hole», que podem ser adquiridos na Internet e que aproveitam diferentes vulnerabilidades dos programas para infectarem automaticamente os computadores.

A companhia de segurança espanhola indica que a China foi o país onde encontrou maior percentagem de computadores infectados, mais de metade (54,89%), seguindo-se a Coreia do Sul (54,15%) e a Formosa (Taiwan), com 42,14%, nos três casos com uma redução face ao detectado em 2011.

Os países com menores índices de computadores analisados com infecções foram a Suécia (20,25%), a Suíça (20,35%) e a Noruega (21,03%), observa.

Nos telemóveis, a Panda destaca que o Android é o sistema operativo com maior quota nos smartphones mas também o alvo preferido dos cibercriminosos para roubar informação pessoal e dinheiro aos utilizadores através do uso de malware.

Acrescenta que as redes sociais, principalmente o Facebook e o Twitter, tornaram numa tarefa relativamente simples enganar os utilizadores e infectar-lhes os equipamentos para lhes roubar informação.

A companhia de segurança assinala que a ciberespionagem e a ciberguerra (geralmente utilizando malware muito sofisticado, poderoso e difícil de detectar produzido por organizações estatais, normalmente dirigido contra instituições de outros países) adquiriram um cada vez maior protagonismo no cibercrime e assim deverá continuar no ano em curso.

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