Portugal mal posicionado na OCDE em Internet e banda larga

Publicado em 11/02/2013 00:00 em Internet

Portugal estava em Novembro de 2011 em 30.º lugar entre 34 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) no indicador da percentagem de famílias com computador em casa, segundo o relatório «Estatísticas de Banda Larga da OCDE», agora divulgado.

Numa lista liderada pela Islândia, Holanda, Noruega, Luxemburgo, Suécia e Dinamarca, Portugal fica muito abaixo da média da União Europeia (UE) e surge apenas à frente da Grécia (31.º), Turquia (32.º), Chile (33.º) e México (último).

A organização indica que as subscrições de banda larga de rede fixa no conjunto da OCDE atingiram 321 milhões em Junho de 2012, uma média de 26 subscrições por 100 habitantes e um crescimento de 1,7% face ao fim de 2011.

Acrescenta que a fibra óptica está a substituir lentamente a tecnologia DSL (Digital Subscriber Line, banda larga sobre o par telefónico de fio de cobre). A tecnologia DSL representava em Junho de 2012, em média da OCDE, 54,7% das subscrições de banda larga fixa, o cabo 30,4% e a fibra óptica 11,2%.

A OCDE, reportando-se a Junho de 2012, indica que Portugal tinha 21,69 subscrições de banda larga fixa por 100 habitantes, num total de 2,31 milhões, em 27.º lugar entre os 34 países da organização, sendo 10,2 por 100 habitantes ligações com tecnologia DSL, 8,6 com cabo e 2,9 com fibra óptica.

Quanto à percentagem de ligações por fibra óptica no total de ligações de banda larga, Portugal surge no décimo lugar, com 13,28%, uma posição que pode ser relativizada pelo fraco número de subscrições de banda larga.

Relativamente à banda larga móvel, em tablets e telemóveis, o número de subscrições aumentou 18% entre Junho de 2011 e o mesmo mês do ano passado, para 698,66 milhões. Coreia do Sul (104,2 subscrições por 100 habitantes) e Suécia (101,8) têm mais subscrições do que habitantes e surgem no topo de uma lista em que Portugal surgia em 26.º lugar entre os 34 Estados membros.

Contudo, Portugal estava em 2009 em quinto lugar na OCDE em cobertura 3G, com 98% da população coberta por tecnologia móvel de terceira geração, a seguir ao Japão e Suécia, ambos com 100%, e Austrália e Coreia do Sul (os dois com 99%).

Significará provavelmente isto que, apesar do esforço dos operadores móveis na cobertura do país com redes que suportam a banda larga móvel, ou por dificuldades económicas em adquirir dispositivos móveis com acesso à Internet e/ou em suportar os tarifários, ou por iliteracia digital, a disponibilidade da tecnologia é escassamente aproveitada.

Quanto à utilização de banda larga em 2010 nas empresas com 10 ou mais trabalhadores, Portugal surge na 23.ª posição, ligeiramente abaixo da média da UE, com cerca de quatro quintos daquelas companhias a disporem de Internet de banda larga.

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