Portugal com fraco investimento em software

Publicado em 07/02/2013 00:49 em Geral

Portugal tem um muito fraco investimento em software em percentagem da formação bruta de capital fixo (FBCF) empresarial, revelou hoje a APDSI – Associação para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação.

O relatório sobre o investimento nas tecnologias da informação e comunicações (TIC), hoje apresentado por Joaquim Alves Lavado, coordenador do Observatório da Economia da Informação, revela que o investimento em software em Portugal em 2009 representou apenas 1,2% da FBCF empresarial, muito abaixo do peso do investimento em equipamentos de telecomunicações (7,0%) e em equipamentos de TI – tecnologias da informação (4,5%).

Portugal é o único entre 20 países da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos em que o peso do investimento em software é o menor entre as três componentes referidas.

Por isso, uma das oito recomendações do Observatório é orientar mais investimento para o software, sem prejuízo das despesas de capital em equipamentos, porque só uma percentagem do investimento em TIC foi dirigido para o software, ao contrário do que se passa na generalidade dos países mais desenvolvidos da OCDE.

O relatório recomenda, também, o fomento do investimento nas TIC, destacando que quando o investimento é feito em bens de capital que incorporam tecnologias a produtividade aumenta mais.

O Observatório aconselha, ainda, a que se melhore a penetração da banda larga fixa e sobretudo móvel em Portugal, para proporcionar acessos de alta velocidade e rentabilizar os investimentos nas redes.

Preconiza como prioridades as políticas de banda larga, de promoção de competências técnicas e emprego nas TIC, programas de investigação e desenvolvimento (I&D) nas TIC e o financiamento do investimento nas tecnologias por capital de risco.

Defende a necessidade de aumentar a contribuição do investimento nas TIC para o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto, que em Portugal era em média de 0,472 pontos percentuais no período 1995/2003.

Recomenda, também, que se promova o aumento da produtividade total dos factores através da inovação, do aumento das qualificações no domínio da gestão e aplicação das TIC e do aumento da contribuição de factores que não o capital e o trabalho.

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