New York Times anuncia ataques por «hackers» da China

Publicado em 31/01/2013 23:41 em Segurança Informática

O jornal «New York Times» anunciou na sua edição que durante quatro meses foi alvo de ataques por piratas informáticos da China, que roubaram passwords dos seus jornalistas e outros trabalhadores.

Num artigo assinado por Nicole Perlroth, o New York Times indica que depois de ter detectado a intrusão, seguiu sub-repticiamente a actividade dos piratas para estudar os seus movimentos e, com a ajuda de especialistas em segurança informática, repeliu os atacantes.

O início dos ataques coincidiu com a publicação de uma reportagem publicada a 25 de Outubro que indicava que familiares do primeiro-ministro chinês Wen Jiabao tinham acumulado uma fortuna de milhares de milhões de dólares através de negócios.

Os especialistas de segurança contratados pelo jornal para detectarem e bloquearem os ataques chegaram à conclusão que estes eram da autoria de piratas informáticos chineses, usando métodos que alguns consultores identificaram como sendo semelhantes aos usados no passado por serviços militares da China.

Os piratas iniciaram os ataques através das contas de correio electrónico dos responsáveis dos escritórios do New York Times em Shanghai (China) e na Índia.

Os «hackers» tentaram encobrir a origem dos ataques controlando computadores de universidades dos Estados Unidos para encaminharem os ataques através dessas máquinas, indica o jornal.

Confrontado com estas acusações, o Ministério da Defesa chinês disse que «as leis chinesas proíbem qualquer acção que afecte a segurança da Internet», incluindo a pirataria informática, e considerou que «acusar os militares chineses de lançarem ciberataques sem provas sólidas é anti-profissional e sem bases».

O New York Times afirma que há indícios que este ataque esteja inserido numa campanha de espionagem online contra meios de comunicação social norte-americanos que criticaram sobre os responsáveis políticos e grandes empresas chinesas.

Não é a primeira vez que ataques informáticos contra o Ocidente são atribuídos a entidades oficiais chinesas mas a ciberguerra é muito mais vasta e, nos últimos anos e ainda recentemente, foram identificados worms e outro malware de grande poder e sofisticação, só possível de desenvolver com grandes meios, cuja autoria foi atribuída a agências governamentais dos Estados Unidos e de Israel.

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