Oracle Portugal prevê manter receitas e quadro de pessoal

Oracle Portugal prevê manter receitas e quadro de pessoalPublicado em 28/01/2013 12:28 em Empresas

A Oracle Portugal prevê manter o seu volume de negócios na ordem dos 100 milhões de euros ou ter um ligeiro crescimento, indicou o director-geral da Oracle em Portugal, Vítor Rodrigues.

Em entrevista ao Falar de Tecnologia, Vítor Rodrigues disse que a companhia tem 170 trabalhadores em Portugal, 90% dos quais licenciados, e não tem havido reduções de pessoal.

«A acontecer alguma coisa serão novas contratações», precisou.

Vítor Rodrigues revelou que alguns dos trabalhadores da Oracle Portugal pertencem a grupos de trabalho internacionais da multinacional e a filial nacional aposta em aumentar o número de portugueses que participam em grupos internacionais.

«O nível de competências e de flexibilidade, a capacidade para encontrarem soluções, dos recursos humanos portugueses é um factor diferenciador em grupos de trabalho internacionais, não só na área da engenharia, mas também de suporte às vendas, comercial e de desenvolvimento de negócios», destacou o director-geral da Oracle Portugal.

Vítor Rodrigues afirmou que a crise económica em Portugal trouxe novos desafios para a Oracle e que onde a companhia tem estado a crescer é na ajuda aos clientes na optimização e consolidação das suas infra-estruturas de TI, para reduzirem custos.

Indicou que os poucos novos projectos são principalmente na área das soluções CRM (gestão de relações com clientes), soluções de mobilidade e analítica/ «big data».

Adiantou que a Oracle em Portugal está a posicionar-se nas áreas de maior crescimento, como a Analítica, «Data Warehouse» (sistemas de informação que permitem analisar grandes volumes de dados e selecionar as informações que facilitam a tomada de decisão), ou «big data» (armazenamento de grandes volumes de dados).

O responsável da Oracle assinalou que noutros países há um crescimento forte na oferta aplicacional na «cloud» (nuvem), em Portugal vai mais atrasado mas é também uma área de crescimento futura, sublinhando que «os paradigmas estão a mudar, muito pela pressão dos custos».

Vítor Rodrigues precisou que a Oracle está a investir para responder às necessidades de tecnologias de informação (TI) dos novos negócios e está focada em componentes novas das TI como disponibilização de software na «cloud» e dispositivos móveis.

Referiu que os utilizadores das novas gerações precisam de ser atendidos de outra forma porque a juventude já usa mais o instante messaging do que o correio electrónico.

Vítor Rodrigues disse que a Oracle está presente em quase todas as 100 maiores empresas em Portugal e que os principais sectores da administração pública utilizam tecnologia Oracle, enquanto as pequenas e médias empresas (PME) representam cerca de 10% do negócio Oracle no país.

«A prioridade na Oracle é para o ‘corporate’ [grandes empresas] onde há maior complexidade, em empresas com modelo de negócio intensivo em tecnologias da informação. Não tem só a ver com a facturação, tem a ver com modelos de negócios assentes em tecnologia, mesmo que tenham menor facturação», observou Vítor Rodrigues.

Disse que a Oracle tem crescido muito em Portugal na área das «utilities» (serviços como electricidade, gás ou água). A maior presença em Portugal é na área das telecomunicações, «utilities», banca e sector público.

Vítor Rodrigues recordou que a Oracle, inicialmente uma empresa especializada em bases de dados e líder mundial nesse segmento, iniciou há alguns anos um conjunto de aquisições de empresas para aumentar o seu «portfolio» (carteira de soluções informáticas) e a sua dimensão e fez aquisições de soluções verticais, nomeadamente para a banca e retalho.

Com a aquisição da Sun Microsystems, a Oracle conseguiu obter a compatibilização de soluções de engenharia, de software e de hardware (equipamentos).

Antes, os clientes compravam bases de dados, equipamentos de armazenamento e outros componentes a fornecedores diversos, com enormes custos de manutenção e sincronização, lembrou o director-geral da Oracle Portugal.

Enfatizou que hoje a Oracle fornece soluções completas e pré-assembladas de sistemas e engenharia, que simplificam os sistemas de informação dos clientes.

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