Fujitsu e Universidade Tóquio querem novas drogas contra cancro

Publicado em 10/08/2010 21:29 em Destaques

A multinacional japonesa Fujitsu e o centro de investigação avançada (RCAST) da Universidade de Tóquio anunciaram que construíram um sistema supercomputador para desenvolver drogas que combatam cancros resistentes e ataquem as metástases.

O computador começou a operar no mês em curso.

A Fujitsu indica que o sistema tem uma capacidade máxima teórica de 38,3 teraflops (4 211 mil milhões de operações de vírgula flutuante por segundo) e vai ser utilizado para fazer simulações de anti-corpos baseados no genoma para combate ao cancro, tirando partido da sequenciação do genoma humano.

O projecto prevê, também, o lançamento de ensaios clínicos com testes reais de uso dessas drogas.

O desenvolvimento de anticorpos que isolem e neutralizem ou matem as células cancerosas e poupem as células normais é uma via que tem estado a ser estudada e desenvolvida para criar terapias sem os inconvenientes da radioterapia ou da quimioterapia.

Há algum desenvolvimento neste campo, incluindo em empresas de investigação portuguesas.

O objectivo do supercomputador é fazer simulações a partir das estruturas básicas das drogas baseadas em anti-corpos para desenvolver tratamentos de terceira geração com pequenos efeitos secundários.

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