Kaspersky detecta 200 mil novos programas maliciosos por dia

Publicado em 18/12/2012 01:59 em Segurança Informática

A companhia russa de segurança informática Kaspersky anunciou que os seus laboratórios detectam actualmente mais de 200 mil novos programas maliciosos em cada dia, um claro aumento face à média do primeiro semestre de 2012, que era de 125 mil.

Num balanço de 2012, a Kaspersky afirma que os seus produtos de segurança bloquearam mais de 1 500 milhões de ataques por Internet, 1,7 vezes mais do que no ano anterior, e bloquearam mais de 3 mil milhões de infecções em computadores protegidos pelo seu software.

Em média, o software da Kaspersky bloqueou mais de 4 milhões de ataques maliciosos baseados em navegadores Internet por dia.

No total, detectou no ano em curso 2,7 milhões de modificações únicas de software malicioso.

A companhia russa indica que 99% do novo malware para dispositivos móveis detectado estava desenhado para a plataforma Android. Foram identificados mais de 35 mil programas maliciosos para o sistema operativo Android, da Google, cerca de seis vezes mais do que em 2011.

A Kaspersky salienta que, apesar da tentativa do Google de introduzir tecnologia própria anti-malware, as aplicações maliciosas continuam a surgir na loja online oficial Google Play.

Em 2012 a loja App Store, da Apple, teve o primeiro incidente com uma aplicação que capturava o livro de endereços e mandava spam, indica a companhia de segurança.

O sistema operativo Mac OS X, da Apple, apresentou 30% mais malware do que no ano passado e uma das ameaças mais relevantes do início de 2012 foi o «Flashback», um «botnet» que afectou milhares de computadores Apple com Mac OS X.

O software Java, da Oracle, continuou a ser a aplicação mais visada pelos cibercriminosos, representando metade dos ataques contra aplicações explorando as suas vulnerabilidades, seguindo-se o Adobe Reader, que concentrou 28% dos incidentes de segurança deste tipo, adianta a Kaspersky.

Os cinco países com menor rácio de infecções são a Dinamarca (15%), Japão, Finlândia, Suécia e República Checa e o maior número de infecções encontra-se no Bangladesh, Sudão, Malawi, Tanzânia e Ruanda.

Os servidores localizados nos Estados Unidos foram os mais utilizados para ataques maliciosos, seguindo-se a Rússia, Holanda, Alemanha e Reino Unido.

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