Lucros da PT caíram para 189 milhões de euros nos nove primeiros meses

Publicado em 30/11/2012 23:02 em Operadores / Serviços

Os lucros consolidados do grupo Portugal Telecom (PT) caíram 37,3% homólogos nos nove primeiros meses de 2012, para 188,9 milhões de euros, anunciou o operador histórico português de telecomunicações.

Em comunicado de resultados, a PT indica que nos três primeiros trimestres do ano em curso as receitas operacionais cresceram 12,9%, para 4 983,9 milhões de euros, reflectindo a consolidação proporcional da participada brasileira Oi, que apenas começou a ser consolidada no segundo trimestre do ano passado.

As receitas operacionais baixaram 6,1% em Portugal mas aumentaram 40,5% no Brasil (Oi), o que, em conjunto com o acréscimo de 23,4% em África, Macau e Timor Leste, explica a evolução global positiva das receitas.

O corte significativo de despesas de telecomunicações na administração pública e nas grandes empresas teve um impacto negativo nas receitas da PT em Portugal, indica a empresa.

Os resultados operacionais baixaram 3,1% homólogos (face ao mesmo período do ano anterior) nos 9 primeiros meses, para 648,4 milhões de euros, e as despesas de capital (CAPEX) cresceram 26,5%, para 890,2 milhões de euros.

Em Portugal o CAPEX caiu 7,5%, para 370,4 milhões de euros, mas no Brasil cresceu 89,7%, para 423,5 milhões de euros, tornando a parte da PT nos investimentos da Oi no Brasil já superior às despesas de capital do grupo em Portugal.

Nos 9 primeiros meses de 2012 face a igual período do ano passado, o número de clientes de televisão da PT em Portugal cresceu 22,9%, para 1,198 milhões, e os de banda larga aumentaram 11,9%, para 1,2 milhões.

O total de clientes TMN subiu 0,4%, para 7,386 milhões no fim de Setembro, com o número de pós-pagos (clientes com contrato) a aumentarem 5,2%, para 2,46 milhões, e o de pré-pagos a caírem 1,8%, para 4,92 milhões.

A receita média por cliente (ARPU) no segmento residencial cresceu 3,0%, para 31,7 euros, e no segmento pessoal (TMN) baixou 10,0%, para 8,8 euros, com queda de 8,3% nas receitas geradas pelos clientes e redução de 25,8% nas receitas de interligação.

Nas receitas empresariais, que incluem serviços fixos e móveis, de voz e dados e ofertas convergentes e integradas de tecnologias de informação, o ARPU baixou 8,8%, para 23,9 euros.

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