Kits de malware com preços até 1 500 dólares

Publicado em 17/09/2012 16:18 em Segurança Informática

Os kits de software malicioso podem ser vendidos por preços até 1 500 dólares (1 140 euros) em função da sua qualidade, adianta a empresa russa de segurança informática Kaspersky, num texto sobre os rendimentos do cibercrime.

Os kits de malware são constituídos por aplicações de software malicioso já construídas que permitem a pessoas sem conhecimentos de programação criar o seu próprio malware e participar na actividade do cibercrime.

A Kaspersky indica que, para além dos kits de malware, que são os mais lucrativos, os piratas informáticos conseguem rendimentos com o roubo dos dados de cartões de crédito, que podem render até cerca de uma centena de dólares, ou pelo aluguer para fins ilegais de milhares de computadores que controlam.

A companhia russa indica que, dependendo da sua qualidade, os dados roubados de um cartão de crédito podem ser vendidos por preços entre 3 dólares e 100 dólares (entre 3,3 euros e 76 euros).

Uma rede bot poderá ser «alugada» por 5 dólares (3,8 euros) por cada mil computadores, indica a Kaspersky.

O bot é um software controlado remotamente e que se executa automaticamente, sem intervenção do utilizador da máquina, por ordem de quem o controla. Trata-se, geralmente, de malware, usado para fins ilegais. Pode haver bots a funcionar, por exemplo, em redes de empresas, para fins legítimos e que não devem ser classificados como software malicioso.

Os piratas informáticos criam redes bot («botnets»), que podem controlar desde alguns milhares até milhões de computadores, que cedem para enviar massivamente mensagens de spam (geralmente para as listas de contactos dos computadores infectados) ou para efectuar ataques de negação de serviço («denial of service»), que consiste em inundar um sistema informático ou um sítio Internet com um volume de tráfego que paralisa o seu funcionamento.

A Kaspersky indica que o software malicioso para smartphones está em grande crescimento e a plataforma Android é a mais atacada. Observa que cerca de 60% dos «cavalos de Tróia» atacam terminais com sistema operativo Android e cerca de um quarto destes utiliza as mensagens de texto para capturar dados confidenciais.

A Kaspersky garante que «o mito da inviolabilidade dos Mac está a ficar desacreditado» e que há um número crescente de malware especificamente dirigido aos sistemas da Apple.

A companhia salienta que não existem dados que permitam calcular o rendimento dos criminosos informáticos, mas garante que o crime no ciberespaço é «um negócio muito lucrativo».

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