HP apresenta novos «ultrabooks» empresariais e para consumo

HP apresenta novos «ultrabooks» empresariais e para consumoPublicado em 06/09/2012 23:58 em Equipamentos

A HP apresentou as suas novas linhas de «ultrabooks» (um conceito Intel de portáteis ultra-finos e com elevado desempenho), que chegarão ao mercado português a partir de agora e durante os próximos meses.

Em encontro com a imprensa, os responsáveis da HP apresentaram também as próximas novidades em matéria de outros computadores portáteis (não ultrabooks) e de secretária.

Alexandre Silveira, director de marketing da HP Portugal, revelou que a multinacional encomendou um estudo mundial sobre aquilo que os utilizadores esperam das tecnologias da informação (TI) e que permitiu identificar quatro grandes grupos.

O maior grupo é o dos que têm poucos conhecimentos de TI e pretendem descobrir e utilizar melhor a tecnologia, um grupo mais fiel às marcas.

Um segundo grupo pauta-se pelo sentido prático e quer um equilíbrio entre tecnologia e funcionalidade, sendo consumidores menos fieis a uma marca. Este grupo tem um peso significativo em Portugal.

Um terceiro grupo é o dos que estão focados numa especialidade (jogos, música, etc), ligados à emoção, e que procuram a tecnologia mais recente.

Um último grupo é o dos que cultivam a imagem, que se preocupam pouco com os preços dos equipamentos e querem os de melhor design e mais caros.

Alexandre Silveira salientou que este estudo está na base da nova segmentação dos computadores HP em quatro linhas de portáteis, o Compaq para os primeiros, que querem um PC simples e seguro, o Pavilion para quem quer uma tecnologia prática e versatilidade, o HP ENVY para os que querem desempenho e o Spectre para quem pretende um computador sofisticado e de prestígio.

O director de marketing revelou ao Falar de Tecnologia que por altura do lançamento do Windows 8 a marca fará uma grande apresentação de modelos com aquele sistema operativo, estando previsto dar a actualização gratuita para Windows 8 a quem nessa altura compre máquinas com sistemas operativos anteriores.

Alexandre Silveira salientou que a HP tem uma nova estratégia de comunicação que passa por campanhas globais para todos os produtos da marca.

José Correia, director da área de Printing and Personal Systems, salientou que as vendas de computadores em Portugal cresceram fortemente até 2009, ano em que se atingiu 1,8 milhões de unidades, também por efeito de programas subsidiados pelo governo e operadores de telecomunicações, mas tem vindo a cair desde então e a consultora IDC espera para 2012 uma redução de 16% nas vendas.

Observou que a HP identificou três grandes tendências do mercado: a proliferação de dispositivos para uma mesma pessoa, que são complementares, a «consumerização das TI», com dispositivos utilizados na actividade profissional a servirem também para o lazer, e a «nuvem», que possibilita ao utilizador aceder a todos os seus conteúdos de qualquer lugar e com qualquer dispositivo.

Pedro Coelho, gestor da área empresarial, indicou que ainda em Setembro serão lançados computadores de secretária «all in one» (em que o computador está contido no monitor), com a característica de não precisarem de ser ligados à electricidade porque têm um consumo irrisório (13 watts) e poderem ser alimentados pelo cabo de rede.

Na área dos «ultrabooks» profissionais, apresentou o HP Folio e o topo de gama Spectre Pro, com sistemas operativos profissionais e um conjunto de funcionalidades adaptadas às empresas, nomeadamente na área da segurança.

Além disso, destaque para o EliteBook 9470 m, que apresenta todas as portas típicas de um portátil empresarial e capacidade para duas baterias com autonomia até 20 horas num «ultrabook» de 18,56 milímetros de espessura, com ligação 3G opcional e leitor de impressões digitais, indicou Pedro Coelho.

Carlos Cunha, gestor de produtos de consumo, apresentou um conjunto de «ultrabooks» e outros modelos que abrangem todos os segmentos de consumo e que deverão estar disponíveis até ao fim do ano, com excepção do topo de gama Spectre, que só deverá chegar a Portugal no início de 2013.

Os responsáveis da HP revelaram que os «ultrabooks» de consumo da marca terão preços que oscilam entre 799 e 1 049 euros. Reconheceram que há actualmente «ultrabooks» abaixo de 600 euros e que a tendência de a massificação deverá levar à descida dos preços, mas sublinharam que o posicionamento da HP não é apenas pelo preço.

Indicaram que o objectivo de os «ultrabooks» atingirem 10% de vendas no consumo ainda vem longe no mercado empresarial.

Alexandre Silveira assinalou que os dados da IDC indicam que a prevista queda de 15,6% das vendas de PC em Portugal é superior no consumo e menos expressiva no mercado empresarial, o que o leva a admitir que, o maior equilíbrio entre as vendas da HP para o consumo e para o segmento profissional, poderá permitir à marca um comportamento menos desfavorável do que o da média do mercado.

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