Questões privacidade levam a autêntico «cerco» ao Facebook

Publicado em 30/08/2012 00:39 em Internet

As acusações feitas ao Facebook por alegada violação da privacidade dos seus subscritores está a provocar um verdadeiro «cerco» àquela rede social por parte de reguladores, autoridades judiciais e organizações de consumidores de diversos países.

A manifestação mais recente foi o ultimato feito pela Federação de organizações de consumidores da Alemanha para até 4 de Setembro o Facebook parar de dar a aplicações de terceiras partes informações sobre os utilizadores sem que estes tenham dado o seu consentimento explícito.

Aquela federação adverte que se o prazo dado não for cumprido entrará com acções legais contra o Facebook.

Há duas semanas, as autoridades germânicas responsáveis pela protecção da privacidade abriram uma nova investigação sobre a tecnologia de reconhecimento facial do Facebook, considerando que aquela rede social estará a compilar uma gigantesca base de dados das fotos dos seus membros sem que estes tenham dado o seu consentimento.

O responsável pela investigação disse que planeia concluir em breve as averiguações e fazer um pedido formal ao Facebook para que altere as suas práticas até ao fim de Setembro.

O investigador tem poderes para impor uma multa de 25 mil euros caso o Facebook não acate as suas recomendações e para pedir uma ordem judicial para obrigar a rede social a destruir a sua base de dados.

Um juiz da Califórnia considerou que o Facebook violou a lei daquele Estado norte-americano e recusou uma oferta de acordo da rede social.

A queixa acusa o Facebook de publicitar os «likes» («gosto») a certos anunciantes sem pagamento e sem dar a opção de recusar essa utilização. O Facebook usa os «likes» de um utilizador em relação a uma marca para os divulgar aos amigos na rede social sem disso dar conhecimento à pessoa.

O juiz levantou um conjunto de questões que vão ocupar os advogados do Facebook durante bastante tempo e pôs em causa as compensações propostas no acordo pelos advogados da empresa.

A aposta do Facebook na publicidade está a enfrentar obstáculos legais numa altura em que o valor das acções da companhia tem batido mínimos desde a entrada em bolsa e em que a empresa precisa de aumentar as suas receitas.

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