Smartphones privados nas empresas funcionam como um «cavalo de Tróia»

Publicado em 02/08/2012 22:36 em Empresas

Os smartphones privados nas empresas funcionam como um autêntico «cavalo de Tróia» (um tipo de software espião), mas 64% das companhias aceitam o uso de smartphones dos seus trabalhadores sem terem noção das possíveis consequências, alerta a consultora Reseach2guidance.

A consultora salienta que a política de utilização de dispositivos móveis se tornou uma das questões mais importantes para os departamentos de tecnologias da informação (TI) das empresas.

A Reseach2guidance salienta que dar smartphones aos empregados como incentivo tem pouco efeito, porque os trabalhadores não apreciam um segundo terminal e preferem os seus próprios dispositivos com as aplicações que escolhem.

Acrescenta que as companhias foram obrigadas a permitir que os trabalhadores utilizem o seu próprio smartphone na empresa, o que acontece em cerca de dois terços das organizações, tanto pequenas como grandes empresas.

A consultora salienta que a abertura das empresas a permitirem que os trabalhadores utilizem smartphones, que são pequenos computadores, para acederem a bases de dados ou correio electrónico das empresas é espantoso quando comparado com a abertura para idêntico uso de computadores portáteis.

A Reseach2guidance observa que as actuais políticas das empresas para dispositivos móveis reflectem o facto de os smartphones usados nas empresas serem geralmente propriedade dos trabalhadores e não das companhias.

A velocidade a que as empresas adaptaram as suas políticas para acomodar a posse pelos empregados de smartphones de gama alta para utilização empresarial é impressionante mas não surpreendente, sublinha a consultora.

Acrescenta que muitas companhias encontraram uma solução que consideram «win-win», satisfazendo o desejo dos trabalhadores de usarem o seu dispositivo móvel na empresa e poupando nos custos de aquisição desses aparelhos.

A Reseach2guidance aconselha as companhias que adoptaram a estratégia BYOD (sigla inglesa de «traga o seu próprio terminal») a terem uma política que defina que aparelhos e sistemas operativos são admitidos e a que aplicações têm acesso e a disporem de ferramentas de protecção que permitam bloquear o acesso a aparelhos perdidos ou roubados.

A consultora sustenta que as companhias devem fazer uma análise custo/benefício de tornar móvel o acesso a processos centrais («core») da empresa e optar pelo recurso a soluções externas para gerir a utilização de telemóveis por trabalhadores.

Ainda sem comentários