Investimento das PME em tecnologias da informação em queda

Publicado em 27/07/2010 23:34 em Destaques

O investimento das pequenas e médias empresas (PME) em tecnologias da informação (TI) deverá cair 7,1% este ano, para 1 078 milhões de euros, depois de no ano passado ter já recuado 11,1%, segundo um estudo da IDC,consultora e analista de mercado especializada em tecnologias.

A queda do investimento das PME em TI será apenas ligeiramente superior à redução das despesas de capital do mercado global em tecnologias, que deverão reduzir-se 6,5% este ano, quedando-se em 3,09 mil milhões de euros.

O relatório da IDC prevê que o investimento das PME em tecnologias da informação, que representa pouco mais de um terço do investimento das empresas portuguesa em TI, cresça 3,9% em 2011 e progrida para 1 120 milhões de euros.

O inquérito realizado pela IDC junto de administradores e directores de PME de quase mil empresas revela que a propensão para investir em TI é máxima nas empresas com mais de 250 trabalhadores mas é ligeiramente maior nas firmas com 50 a 99 trabalhadores do que entre as que empregam 100 a 249 pessoas.

A IDC subdividiu as PME em quatro grupos.

As mais sofisticadas nos investimentos em tecnologia (orientadas à tecnologia), que representam 13% das PME em Portugal e 21% na Europa Ocidental, as que têm uma sólida infra-estrutura tecnológica e uma propensão para investirem em TI (as seguidoras), que são 17% em Portugal e 16% na Europa Ocidental, e as que esperam para ver, com uma base tecnológica consistente mas conservadoras no investimento em TI, que são 40% em Portugal e 36% na Europa Ocidental.

O último grupo, classificado pela IDC como retardatárias e que inclui empresas com infra-estrutura teconógica básica e resistência ao investimento em TI, agrega 30% das PME portuguesas e 27% das europeias ocidentais.

O estudo da IDC aponta três áreas críticas para a actividade das PME.

A primeira, o «cloud computing» ou computação em núvem, que permite às empresas utilizarem aplicações residentes na Internet e pagarem pela sua utilização, o que permite reduzir custos mantendo o software sempre actualizado sem necessidade de adquirir as novas versões.

Os meios sociais, que incluem as redes sociais como o Facebook, LinkedIn ou Plaxo, blogues e outras plataformas que permitem a produção e propagação de conteúdos gerados pelos utilizadores de forma descentralizada e sem o controlo dos grandes grupos e que têm utilização individual e profissional.

A IDC salienta que o Facebook tinha em Junho quase 500 milhões de utilizadores e crescia ao ritmo de meio milhão de novos subscritores por dia.

No fim de 2009 cerca de 1,4 milhões de portugueses utilizava redes sociais, segundo um estudo da Marktest.

O último factor crítico para as PME portuguesas é a mobilidade, segundo a IDC, que sublinha que mais de um terço dos trabalhadores portugueses são móveis.

Segundo o relatório daquela consultora, a mobilidade permite aumentar a produtividade das PME, reduzir custos, reter os melhores trabalhadores e diminuir o absentismo.

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