Lucros da Ericsson duplicam no primeiro trimestre de 2012

Publicado em 25/04/2012 23:50 em Geral

A multinacional sueca fabricante de equipamentos de telecomunicações Ericsson anunciou que os seus lucros mais do que duplicaram no primeiro trimestre de 2012, atingindo 8,8 mil milhões de coroas suecas (mil milhões de euros), um acréscimo de 116%.

Em comunicado de resultados, a Ericsson assinala que os resultados líquidos apresentam um impacto positivo de 7,7 mil milhões de coroas suecas (860 milhões de euros) da venda da participação na SonyEricsson à Sony, e um impacto negativo dos prejuízos da ST-Ericsson, uma empresa comum com a ST Microelectronics.

O volume de negócios do grupo sueco baixou 4%, para 51,0 mil milhões de coroas suecas (5,7 mil milhões de euros).

A facturação da área de redes de telecomunicações caiu 18%, para 27,3 mil milhões de coroas suecas (3,1 mil milhões de euros), as receitas de serviços globais cresceram 18%, para 20,6 mil milhões de coroas suecas (2,3 mil milhões de euros) e a facturação das soluções de suporte aumentou 33%, para 3,0 mil milhões de coroas suecas (330 milhões de euros).

A companhia explica que redução das despesas dos operadores de redes de telecomunicações em regiões com maior incerteza macro-económica ou política afectou o seu negócio de redes.

Hans Vestberg, presidente e CEO da companhia, citado no comunicado, assinala que as vendas de redes de banda larga de alta performance comportaram-se bem na América do Norte, Japão e Coreia do Sul mas foram mais fracas na Europa (incluindo Rússia), parte do Médio Oriente e Índia.

Previu que o 3G continue a declinar com a transição para redes de quarta geração LTE – Long Term Evolution.

O presidente e CEO da Ericsson garante que a companhia tem mais de 60% de quota de mercado no LTE.

Vestberg sublinhou que no primeiro trimestre o grupo deu passos importantes na execução da sua estratégia, nomeadamente as aquisições da BelAir, que acrescenta competências na área do WiFi, e da divisão de serviços de broadcasting da Technicolor, que reforçou a posição da Ericsson na área dos media e serviços de broadcasting.

Recordou que com o desinvestimento na SonyEricsson, a companhia saiu do negócio de telemóveis para o consumo.

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