Mercado das lojas de aplicações genéricas está saturado

Publicado em 08/04/2012 18:22 em Software

O ano de 2011 marcou o início de uma sacudidela no mercado das lojas online de aplicações, uma área saturada, segundo um relatório da consultora e analista de mercado research2guidance.

Aquela analista afirma que novas lojas de aplicações só poderão agora ter êxito caso se concentrem em tecnologias novas ou apostem em segmentos de nicho.

A research2guidance salienta que 2010 foi um ano crítico, durante o qual abriram mais de três dezenas de novas lojas de aplicações, com muitos operadores de telecomunicações e fabricantes de equipamentos a lançarem lojas online com uma gama completa de aplicações.

No entanto, só alguns desses novos actores do mercado conseguiram atrair um número suficiente de desenvolvedores de aplicações e parte dessas novas lojas de aplicações, que aparentavam ter um futuro promissor, não resistiram e fecharam, observa.

A App Store, da Apple, e o Android Market (agora rebaptizado Google Play) continuaram a aumentar a sua força em 2011 e conseguiram um significativo aumento das aplicações disponíveis e um elevado nível de downloads (em ambos os casos cerca de mil milhões por mês durante o quarto trimestre) e não mostram sinais de abrandamento, indica a research2guidance.

Algumas lojas vão deixar o mercado, com destaque para a loja de aplicações móveis da Microsoft que a partir de Maio vai concentrar a sua oferta de aplicações online no Windows Marketplace.

Numa fase em que a tendência é de encerramento ou concentração, a research2guidance salienta que qualquer novo actor que entre no mercado tem apresentar algo significativamente diferente daquilo que a Apple e a Google oferecem ou investir fortemente, como a Microsoft fez no desenvolvimento do Windows Phone Marketplace.

A alternativa são lojas online para nichos de mercado como sistemas operativos específicos ou para segmentos empresariais ou para grupos específicos de consumidores.

Um exemplo é o lançamento em Fevereiro pela Mozilla da plataforma independente Mozilla Marketplace, focada nas aplicações em HTML5, que deverá servir de suporte ao planeado lançamento de um smartphone da Mozilla baseado no motor Web B2G, um terminal com capacidades HTML5 nativas.

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